Desde então, foram aprovadas 362 candidaturas, o que representa um investimento na ordem dos 600 mil euros. Este ano, foram atribuídas 75 bolsas, num valor total de cerca de 73 mil euros.
Lara Sousa estuda na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), onde frequenta o 1º ano do curso de serviço social. É uma das beneficiárias deste apoio e não esconde que “é uma grande ajuda”.
“Sem este apoio era muito difícil fazer face às despesas, como deslocações, habitação e alimentação”
LARA SOUSA
ESTUDANTE
“Sem este apoio era muito difícil fazer face às despesas, como deslocações, habitação e alimentação”, admite, referindo que “como entrei na segunda fase foi mais difícil encontrar casa. Nos primeiros tempos eu ia e vinha todos os dias. E ainda hoje os meus pais vêm trazer-me cá, ao domingo, porque não tenho transporte de Tabuaço para Vila Real”.
Por mês, Lara paga 250 euros de renda e a isto juntam-se as restantes despesas. “Se não fosse a bolsa do município era muito complicado”, vinca.
Para ter acesso à bolsa, Lara teve que se candidatar. “Soube que iam abrir candidaturas e entreguei a documentação necessária”, refere. E hoje, apesar de estudar longe de casa, não esconde que “está a ser uma experiência muito boa, que me está a fazer crescer”.
Segundo Mónica Ramos, assistente social do município, e responsável pelo programa, “esta bolsa distingue-se das restantes autarquias, porque todos os alunos têm direito à mesma, independentemente do rendimento das famílias”.
“Mesmo os alunos de famílias com um rendimento per capita elevado têm direito a uma bolsa mínima”, frisa, indicando que “temos escalões de 30, 75, 100 e 125 euros mensais”. E realça que, “a este valor, acresce 25% de majoração aos alunos que completaram o ensino secundário no concelho de Tabuaço”.
De acordo com Mónica Ramos, “abrimos as candidaturas em setembro”, sendo que “estão abertas durante todo ano”. Contudo, “recebem o valor desde o mês que se inscrevem, ou seja, se se candidatarem em março, vão receber bolsa a partir desse mês e não desde o início, que seria setembro”. O único requisito, vinca, “é terem aproveitamento escolar, caso contrário, não recebem a bolsa”.
“Este é um dos projetos de que mais nos orgulhamos, porque entendemos que estamos a investir na formação dos nossos jovens que, no futuro, serão profissionais qualificados e que contribuirão para o desenvolvimento económico e social do nosso território”, afirma Carlos Carvalho, presidente da Câmara de Tabuaço, defendendo que, “ao desenvolver um programa de atribuição de bolsas de estudo como este, a autarquia acaba por transmitir uma mensagem importante sobre o valor da educação para o futuro da sociedade”.




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