As contingências do destino fizeram com que este trabalho surja uns dias depois de um terrível acidente que roubou a vida a quatro pessoas devotadas ao bem público, ao socorro dos outros, à desinteressada forma de defender e apoiar o Próximo. Uma das pessoas que morreram na queda de um helicóptero do INEM era uma mulher enfermeira e bombeira. Desse modo, sem que o tivéssemos pensado antes, este trabalho sobre os Bombeiros da nossa região é também uma homenagem a estes homens e estas mulheres que se entregam à prática do Bem. De resto, os Bombeiros portugueses passam por momentos conturbados na sua relacionação com a Proteção Civil. E não deixa de ser dramático também que, mais uma vez, a Proteção Civil seja de novo posta em causa pela reação tardia nas buscas e no socorro aos tripulantes do helicóptero acidentado. O que se deseja é que os Bombeiros sejam considerados como parte integrante das mais-valias da sociedade, que sejam ouvidos e compreendidos e que também eles sejam apoiados na sua ação de mérito constante.
Por outra coincidência dramática, o acidente do “héli” do Inem e a saída deste caderno editado por “A Voz de Trás-os-Montes” acontecem na véspera do Natal. Se há pessoas que dizem terem perdido o encanto pelo Natal por causa do consumismo exagerado e, como tal, a sua profanação, diremos que isso não tem cabimento. O Natal não se compra nem vende, não é a compra exagerada de prendas, não é a árvore iluminada, não é a figura do Pai Natal. O Natal é o Presépio, a lembrança do lugar onde o Menino Jesus nasceu. O Natal é História e não “estória”. O Natal é uma realidade e não uma ficção. O Menino Jesus é modesto. E a sua mensagem é muito simples: “amar os outros como a ti próprio”
Feliz Natal para todos os que o sintam. Feliz ano novo para os nossos Bombeiros Voluntários.




