Apesar da prioridade do Grupo Amorim em apostar num projecto enoturístico, na estação do Pinhão, o Município de Sabrosa continua acreditar nas potencialidades daquele espaço, junto ao rio Douro.
“Não esquecemos o Ferrão e queremos que ele se torne num dos maiores pontos de atracção turística do concelho e da região”. Garantia dada, ao Nosso Jornal, pelo Presidente da Câmara Municipal de Sabrosa, José Manuel Marques. Esta posição surge numa altura em que surgiram boatos de que a zona da estação do Ferrão ficasse fora dos investimentos, face ao interesse da “Corticeira” pelo imóvel da estação do Pinhão. O autarca foi mais longe e adiantou que está pronto o projecto de requalificação da estrada entre Covas do Douro e o Ferrão. Contempla o seu alargamento, correcção do traçado e colocação de sinalização vertical e horizontal. Dada a sua tipicidade e inserida que está num território classificado como Património Mundial, pela UNESCO, o projecto será consubstanciado numa candidatura a apresentar a fundos comunitários, como estrada panorâmica.
Relativamente à estação do Ferrão, José Manuel Marques sublinhou que “além do Grupo Amorim, ainda há o interesse de dois outros grupos, no aproveitamento do espaço. Com uma boa acessibilidade e com a criação de infra-estruturas turísticas, nomeadamente, o aproveitamento do edifício da REFER, um cais de acostagem para embarcações de recreio e barcos-hotéis, o Ferrão será um pólo importante de atracção” – acrescentou.
Na zona circundante da estação do Ferrão situam-se algumas das mais emblemáticas quintas da região duriense, cuja aposta no enoturismo tem sido evidente. Nomeadamente, entre outras, a Quinta do Crasto e a Quinta Nova.
Jmcardoso




