Segunda-feira, 28 de Novembro de 2022

Câmara pede compensação para os produtores de castanha

A Câmara de Bragança quer que o Governo atribua uma compensação financeira aos produtores de castanha pelas quebras na produção que, devido à seca, podem chegar aos 80%.

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A tomada de posição, divulgada hoje pela autarquia, foi aprovada por unanimidade, em reunião de Câmara, e vaia ser enviada ao Governo, presidente da República e entidades nacionais e regionais, nomeadamente organizações do setor.

O município faz uma exposição em que recorda a importância desta cultura agrícola na região de Trás-os-Montes, que concentra cerca de 85% da produção nacional de castanha, a maior parte nos concelhos de Bragança e Vinhais.

A somar às doenças que têm afetado o setor nos últimos anos, como a tinta, o cancro e a vespa-das-galhas-do-castanheiro, a autarquia argumenta que a seca extrema que se verificou no verão, e a falta de chuva nos meses de setembro e outubro, acabaram por comprometer a campanha deste ano.

“Nesta data, é possível afirmar que a quebra da produção de castanha, nesta região, é superior, em média, a 80%, com evidentes perdas de rendimentos para os agricultores e famílias, acentuada pelo aumento exponencial dos custos energéticos, entre outros”, sustenta.

Pela “expressiva importância que a fileira da castanha tem para a Terra Fria do Nordeste Transmontano e para Portugal”, a Câmara de Bragança propõe ao Governo “medidas urgentes e muito concretas de apoio aos produtores de castanha”.

“Por exemplo, através do apoio financeiro direto, a título compensatório, tendo por base o diferencial entre a faturação desta campanha e a média aritmética dos últimos três anos”, concretiza.

A autarquia salienta que “a castanha é dos produtos agrícolas com maior potencial económico e rentabilidade na região de Bragança, representando o comércio, só do produto em fresco, um volume de negócios estimado em cerca de 100 milhões de euros”.

Refere ainda que a produção tem aumentado nos últimos anos e este produto agrícola “mantém um saldo muito positivo na balança comercial, com cerca de 80% da produção a ser exportada para países como Espanha, França, Itália e Brasil”.

As quebras na produção vão privar muitas famílias transmontanas daquele que é um suplemento económico numa região onde predomina a agricultura familiar. A campanha deste ano está atrasada e em algumas zonas só agora está a começar a apanha da castanha quando num ano normal, nesta altura, estaria a terminar a campanha.

O preço pago ao produtor aumentou, atingindo os três euros e meio, quando em anos anteriores ficava pelos dois euros.

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