Um pouco por todo o país, celebram-se hoje os 52 anos da Revolução de 25 de Abril de 1974, que pôs fim à ditadura e abriu caminho para a democracia. Mas hoje celebram-se, também, os 50 anos do poder local.
Para Alexandre Favaios, “se Abril nos prometeu a democracia, foi o poder local que a trouxe para a vida concreta das pessoas”, porque “foi nas autarquias que a liberdade se transformou em escola construída, em estrada aberta, em água canalizada, em apoio social, em cultura, em desporto, diria, em desenvolvimento. Foi aqui, junto das populações, que a democracia deixou de ser um conceito e passou a ser uma prática, que ganhou rosto, proximidade e responsabilidade”.
“Durante 37 anos, sob a liderança do PSD, foram dados passos estruturantes. Construiu-se a base, respondeu-se às necessidades mais urgentes, garantiu-se coesão num tempo em que havia muito por fazer”, lembrou, reforçando que “nos últimos 12 anos, quase 13, sob a liderança do Partido Socialista, esse caminho não só continuou como foi aprofundado, qualificado e acelerado. E não falamos de intenções, falamos de resultados. Hoje, Vila Real é um concelho com mais qualidade de vida, com melhores equipamentos públicos, com uma rede escolar mais moderna e mais preparada, com uma resposta social mais forte, mais próxima e mais humana”.
No seu discurso, Alexandre Favaios afirmou que “o poder local democrático é talvez, depois da própria liberdade, a maior conquista do 25 de Abril. Porque é aqui que a democracia é mais exigente, mais próxima e mais transparente. É aqui que os cidadãos sabem quem decide”.
E lamentou que, 50 anos depois, o país seja “excessivamente centralizado, onde muitas decisões continuam a ser tomadas longe dos territórios. Um país onde as especificidades regionais nem sempre são compreendidas nem valorizadas”, mostrando-se, mais uma vez, a favor da regionalização, um passo que, “durante demasiado tempo, Portugal tem adiado”.
“FOI UM DIA FELIZ”
Terminada a Assembleia Municipal extraordinária, que assinalou o 25 de Abril, encontrámos, numa esplanada ali perto, um grupo de amigos que nos contou como foi vivido aquele dia. Mário Pimentel estava a dar aulas.
Já Maria João Cunha estava a estudar em Coimbra e lembra-se de estar numa aula quando chegou a notícia de uma revolução em Lisboa.
Ao seu lado, Margarida Pimentel recorda o 25 de Abril como o dia que “soube que os meus irmãos já não iam para a guerra”.




