O Presidente da Câmara Municipal de Sabrosa, José Marques, vem a lume defender mais apoios para os lavradores durienses e defendendo a Casa do Douro, como “principal referência, no associativismo da região”.
“Autarcas, viticultores e dirigentes têm de encontrar um caminho que permita a defesa dos interesses dos nossos agricultores, assente numa forte capacidade organizativa”. Este é o ponto de vista do Presidente da Câmara Municipal de Sabrosa, José Marques, relativamente à actual situação que se vive no sector e onde a Casa do Douro é o epicentro das atenções.
“As autarquias não podem ficar indiferentes ao ciclo complicado que assola os pequenos e médios vitivicultores e Sabrosa não foge à regra. Estamos atentos e ao lado de quem produz. O vinho e a vinha fazem parte do pulsar do desenvolvimento socioeconómico do concelho e sabemos da apreensão que os nossos lavradores sentem, neste momento. Estes têm que ter mais estímulos e apoios à sua actividade. Noto, também, que tudo isto ficou claro, na posição assumida pela Associação de Municípios do Vale do Douro Norte” – acrescentou.
“Vejo, com preocupação, a actual situação, sabemos o que se passa com a Casa do Douro. Sente-se, também, alguma fragilidade associativa e débil capacidade de organização dos pequenos produtores. Sabemos que toda esta situação só pode ser debelada com uma organização forte”.
José Marques abordou, ao Nosso Jornal, a situação da Casa do Douro: “Continua a ser uma referência, para a maioria dos vitivinicultores do Douro e é um organismo sempre importante, mas que, aos poucos, tem vindo a perder influências e competências e isto também nos preocupa. A região precisa da Casa do Douro e o Estado tem de estar atento a isto”.
O concelho de Sabrosa tem várias freguesias inseridas na região Demarcada do Douro, nomeadamente toda a parte sul do concelho. Os pequenos agricultores representam a grande fatia, mas a produção é dominada pela presença de várias empresas exportadoras de Vinho do Porto.
Jmcardoso





