O regresso do CIVR ao calendário do CPV é mais do que uma simples etapa desportiva, é um reencontro carregado de emoção, identidade e história. Para os pilotos portugueses, correr em Vila Real tem um sabor diferente, uma vez que passam a representar as suas equipas, as suas famílias, os seus percursos e, para muitos, as suas próprias raízes. Serão duas corridas onde cada ultrapassagem se faz perante o olhar de familiares e amigos, num traçado carregado de tradição com um público entusiástico e conhecedor.
Este campeonato marcará presença em Vila Real após um ano de interregno e ao que tudo indica, terá uma grelha preenchida e forte. Segundo as indicações da Race Ready, organizador da competição, poderemos ter 25 carros (com dois pilotos a dividir os turnos de condução na maior parte dos casos), com especial destaque para dois pilotos da região: Rafael Lobato e Daniel Teixeira.
O CPV tem duas corridas agendadas durante o 54.º CIVR com a duração de 50 minutos cada. A constituição das grelhas de partida será feita com base nos tempos das sessões de treinos cronometrados. Para a corrida 1, a grelha será definida pelos melhores tempos da sessão 1; para a corrida 2, pelos melhores tempos da sessão 2, sendo obrigatório que o piloto que participar nos treinos cronometrados 1 tem de iniciar a corrida inaugural, enquanto o piloto da sessão 2 deve iniciar a corrida seguinte.
Na prova de abertura no Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão, a grelha de partida foi dividida em duas, com uma dedicada à categoria GT4 e outra às de Turismo e GTC, numa situação excecional, demonstrando bem o sucesso do CPV e a confiança de pilotos e equipas na organização.
Os Toyota GR Supra GT4 EVO2 dominaram o fim de semana em Portimão, com César Machado e Rafael Lobato a vencerem na corrida 1 e a dupla Francisco Mora/Francisco Abreu a vencer na corrida 2 entre o pelotão dos GT4. O transmontano Daniel Teixeira destacou-se com uma vitória na corrida 2 entre os pilotos GTC e TC, ao volante do Hyundai Elantra N TCR. Um problema na caixa de velocidades do carro coreano durante a corrida 1 impediu-o de tirar proveito da pole position.
Nas contas dos GT4, é a dupla do Aston Martin Vantage AMR GT4 da Racar Motorsport Roberto Faria e Mathieu Martins que lidera o CPV, enquanto Daniel Teixeira é primeiro entre os Turismo.
Ainda sem saber a definitiva lista de inscritos, podemos contar com algumas marcas ilustres representadas em pista, tais como a Aston Martin, BMW, Mercedes, Porsche e Toyota, que apesar de serem carros diferentes, o ritmo deverá ser muito próximo, assegurando corridas emocionantes e decididas por detalhes.
Rafael Lobato e Daniel Teixeira deverão ser os pilotos mais acarinhados pelo muito público que certamente marcará presença em Vila Real nos dias 4, 5 e 6 de julho.
RAFAEL LOBATO: ENTRE OS FAVORITOS DOS GT4
Rafael Lobato estará nas corridas da sua cidade aos comandos de um Toyota GR Supra GT4 EVO2 da Speedy Motorsport, que partilhará com César Machado. Os dois pilotos conhecem-se bem, assim como à estrutura da Maia. Machado aposta na revalidação do título nacional alcançado em 2024 e Lobato quis regressar ao topo da competição lusa de velocidade, conseguindo juntar apoios para um CPV muito competitivo, mas onde tem fortes hipóteses de lutar por troféus. A dupla venceu uma das corridas entre os GT4 em Portimão e quererá repetir em Vila Real, ocupando o 3.º posto da classificação absoluta do CPV.
DANIEL TEIXEIRA: MURCENSE REGRESSA COM OBJETIVO DO TRIUNFO
Daniel Teixeira tem sido um dos destaques do CPV nos Turismo e manteve a aposta no Hyundai Elantra N TCR para defender os títulos conquistados. Um piloto com provas dadas, que há muito pede mais concorrência na sua categoria.
Apesar de ter considerado a mudança para os GT4 em 2024, o piloto de Murça apontou à revalidação dos dois títulos obtidos em 2022 e 2023 aos comandos de um Cupra TCR, com uma nova ‘montada’. Surgiu o Hyundai Elantra N TCR para o início de 2024 e alcançou esse propósito no final da temporada passada. Obviamente, o objetivo é o mesmo em 2025 e Teixeira começou bem em Portimão, tendo em Vila Real um novo capítulo da sua história por escrever.



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