Segunda-feira, 15 de Junho de 2026
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Casa do Douro pede aos partidos posição sobre crise no setor do vinho

O presidente da Casa do Douro desafiou os partidos políticos concorrentes às legislativas a olhar com atenção para o Interior e para a viticultura, reclamando uma posição concreta sobre a crise no setor do vinho.

“O desafio de olharem para o Interior, perceberem que só estão a contribuir para as assimetrias e a perda de qualidade de vida no Litoral, que passou a ser um sorvedouro de dinheiro público e de todos os contribuintes”, afirmou Rui Paredes, que falava numa conferência de imprensa, no Peso da Régua, que serviu para reclamar medidas concretas para ajudar o Douro enfrentar a crise de vendas de vinho e de uvas.

Nas véspera do arranque oficial da campanha eleitoral para as eleições antecipadas de 18 de maio, o presidente da Casa do Douro, recentemente restaurada como associação pública de inscrição obrigatória, defendeu uma especial atenção dos partidos para o Interior, e em concreto para o Douro, e defendeu que estes territórios também podem ser polos de desenvolvimento do país.

“E eu acho que é isso, que os senhores candidatos deverão olhar para o Interior e para o Douro, em específico, de uma outra forma”, realçou, reclamando uma posição concreta sobre os problemas da viticultura.

O responsável especificou que a viticultura no país representa mil milhões em exportações e considerou que se trata de um “complemento muito forte naquilo que é a capacidade de exportação do país”

“E acho que deveria ter aqui também uma especial atenção. Temos todos de fazer a nossa parte, de ser contribuintes no sentido de arranjar soluções, desde adegas a operadores, investir em investigação para arrancar soluções para não nos centrarmos apenas no vinho e no enoturismo”, frisou.

A Região Demarcada do Douro conta atualmente com cerca de 19 mil viticultores, na sua maioria pequenas explorações familiares.

A viticultura é o principal motor económico da região, responsável por cerca de 500 milhões de euros por ano em valor económico direto e indireto, com um peso estimado de mais de 50% do Produto Interno Bruto (PIB) da região.

Os vinhos do Douro representam mais de 35% das exportações totais de vinho português em valor e estima-se que, nas contas anuais de algumas das maiores empresas exportadoras de vinho sediadas em Portugal, mais de 60% do volume de negócios esteja direta ou indiretamente ligada à produção duriense (vinhos do Porto e do Douro).

As eleições legislativas antecipadas acontecem no dia 18 de maio.


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