Até 31 de dezembro, o Largo General Silveira é o epicentro das festividades e está engalanado para receber não só os locais, mas também os emigrantes, que aproveitam esta época do Natal para visitar os familiares e amigos da terra.
Este ano faltou a pista de gelo, que foi a grande atração do ano passado, mesmo assim, o presidente da Câmara de Chaves, Nuno Vaz, garante que essa ausência não significa redução da oferta. “O Natal pretende acrescentar, não faltar”, sustentando que a autarquia optou por novas propostas mais centradas no convívio e na proximidade entre famílias, comércio e comunidade. “Para mim, o essencial é o espírito de Natal, não o objeto. Queremos ver um brilho feliz em cada rosto”.
ECONOMIA LOCAL
A iluminação, o Mercadinho de Natal e as diversas atividades estão agendadas durante todo este mês de dezembro, em que o objetivo passa por dinamizar a economia local.
“Queremos que os nossos, os que vivem cá e os que regressam, encontrem nos comerciantes da terra o seu presente especial”
NUNO VAZ
PRESIDENTE DA CM DE CHAVES
O presidente Nuno Vaz referiu que o objetivo é incentivar o consumo no comércio local. “O Natal é feito de conforto e de pequenos gestos. Queremos que os nossos, os que vivem cá e os que regressam, encontrem nos comerciantes da terra o seu presente especial. É uma forma de reforçarmos a nossa economia, ajudando-nos mutuamente”, sublinhou, adiantando que o investimento total nesta quadra está entre os 230 a 240 mil euros, valor que inclui animação, decoração e eventos até ao final do ano. Para Nuno Vaz, este montante representa um “contributo para manter viva a tradição flaviense, mas também para tornar a cidade mais atrativa”.
No Mercadinho de Natal, a VTM encontrou várias pequenas lojas onde é possível adquirir pequenos presentes, que vão desde o artesanato, roupa, bijutaria, licores, entre outros.
Beatriz Lage, da loja Armário sem Chaves, marca presença no Mercadinho do Natal, onde vende diversos produtos. “As pessoas procuram fios, anéis, prendas que não sejam iguais às do ano passado. Optam por algo mais simbólico, que deixe uma recordação”, refere, adiantando que as vendas estão a correr bem. “Apesar do tempo instável, as pessoas têm vindo mais ao fim de semana, que é o ponto alto. É quando têm mais tempo livre e trazem as crianças para andar no carrossel, já que este ano não há a pista de gelo, que foi a grande atração do ano passado”.
“As pessoas optam por comprar algo mais simbólico, que deixe uma recordação”
BEATRIZ LAGE
COMERCIANTE
A equipa de animação é composta pelo Boneco de Neve, Soldadinho de Chumbo, Duende e Pai Natal, que tem sido a grande atração para as crianças.
Vestida de duende, Ana Marçal explica que a Casa do Pai Natal tem recebido muitos visitantes, com as crianças a aproveitarem para escrever uma carta com os presentes que querem receber na noite de Natal. “Fazemos parte da animação e a nossa missão é animar as crianças e temos recebido muitas na Casa do Pai Natal para tirar fotos, escrever cartas personalizadas com os seus pedidos, mas também lhes damos apoio emocional”.
Pedro foi uma das crianças que teve ajuda do duende para fazer o pedido ao Pai Natal. Pediu um tablet e uma arma. Agora, espera ansiosamente pela noite de Natal para ver se os seus pedidos são atendidos pelo Pai Natal, que por estes dias anda atarefado para fazer chegar tantos pedidos às casas de todas as crianças.






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