Segunda-feira, 4 de Julho de 2022

Cerca de 300 pilotos e 220 carros prontos para acelerar

A partir das 9.30 horas de amanhã, Vila Real volta a estar na “pole position” do desporto automóvel, em Portugal. Ao fim de dezasseis anos, regressam às ruas da cidade as suas célebres “Corridas” que tanta fama e prestígio granjearam, no país e no estrangeiro, desde 1931 até 1991, ano da sua última edição. Esta […]

A partir das 9.30 horas de amanhã, Vila Real volta a estar na “pole position” do desporto automóvel, em Portugal. Ao fim de dezasseis anos, regressam às ruas da cidade as suas célebres “Corridas” que tanta fama e prestígio granjearam, no país e no estrangeiro, desde 1931 até 1991, ano da sua última edição.

Esta realidade foi tornada possível, graças ao esforço conjunto da Câmara Municipal de Vila Real, do Clube Automóvel de Vila Real/CAVR e à colaboração de privados. A evocação do piloto

vila-realense Manuel Fernandes marca, sem dúvida, este regresso do Circuito, já que a organização estipulou uma prova, em sua homenagem.

Cerca de trezentos pilotos, duas centenas e meia de carros que irão competir, mais de mil pessoas no “staff” de apoio ao Circuito são números que pulverizam os das edições passadas. Também os montantes investidos são consideráveis. Só em segurança, o Município investe cerca de 1,2 milhões de euros. O Governo também reconheceu a importância das corridas, para a cidade e para o Norte do país, tendo comparticipado com meio milhão de euros. Aliás, no dia da inauguração, o Ministro-Adjunto do Primeiro-Ministro, Pedro Silva Pereira, estará presente, no Circuito. O CAVR, por sua vez, abriu os cordões à bolsa e investiu, também, alguns milhares de euros. O nome do Circuito (“Dolce Vita de Vila Real”) é, de igual modo, a prova do envolvimento do sector empresarial, neste grande evento desportivo.

 

Ultrapassado o dobro da melhor participação anterior de sempre

 

A poucas horas de a bandeirola de xadrez baixar, para a partida da primeira prova, Eduardo Passos, Presidente da Assembleia Geral do Clube Automóvel Clube de Vila Real, fez–nos o ponto da situação, abordando vários pormenores da prova.

“Estamos a ultimar os preparativos para termos o circuito todo pronto, amanhã, a partir das 8 horas. Sob a responsabilidade do ACVR, vão estar envolvidas seiscentas pessoas. Além destas, vão estar outras, como fornecedores de serviços e várias empresas que são responsáveis por áreas de manutenção e de logística. Estimo que, neste projecto, irão estar envolvidas mais de mil pessoas”. No seu entender, “o balanço é positivo e ultrapassou as expectativas do CAVR. Temos mais de 220 carros inscritos e trezentos pilotos que vão participar. Ultrapassámos o dobro da melhor participação de sempre em Vila Real. É um motivo de orgulho, para todos nós, mas também um grande desafio”.

Em termos de preocupações, é a da segurança que lidera: “A nossa grande preocupação é a segurança. Não queremos facilitar, em nada, no que diz respeito à segurança”.

Eduardo Passos estabeleceu comparações entre o velho e o novo circuito: “Em termos de condução, há diferenças entre o que era o velho circuito (7,15 km) e o novo (4,6km). O actual circuito é mais pequeno, mas aproveita dois terços do seu traçado antigo, polvilhado por algumas rotundas que permitem reduzir a velocidade. Julgo que será, ligeiramente, mais lento, mas vai ser compensado com o facto de, nos últimos dezasseis anos, os automóveis terem evoluído muito. É um circuito muito variado, com muita condução e, claramente, vai fazer a diferença significativa de qualidade, entre os pilotos. O tempo médio por cada volta é difícil de prever, mas, em média, rondará os dois minutos, por volta. É um circuito para bons pilotos. Quem ganhar, em Vila Real, é, de certeza, um bom piloto de competição “.

 

Transportes gratuitos para o público e só na bancada se paga bilhete

 

Todos os pilotos nacionais em actividade e mesmo alguns que já o não estão marcarão presença, especialmente na prova especial para homenagear Manuel Fernandes. Entre outros, estarão Ni Amorim, António Barbosa, César Campaniço, João Barbosa, Jorge Petiz, Rui Lage, Francisco de Carvalho, António Rodrigues, Alcides Petiz, Ricardo Megre, Pedro Salvador (que acabou de se sagrar campeão de montanha) e António Nogueira. Eduardo Passos avançou com uma novidade: “Para alegria nossa, vamos ter em pista o filho de Manuel Fernandes, Manuel Pedro Fernandes que vai concorrer na principal categoria, com um BMW 320”.

A internacionalização da competição está nos horizontes.

“Já cá estiveram pessoas responsáveis por categorias de competição internacional e as provas deste ano vão ter a presença de muitos jornalistas estrangeiros, nomeadamente espanhóis, franceses e ingleses”.

Quanto ao público, em termos de preços, “o único sítio que é claramente pago é o das bancadas, onde as pessoas terão de possuir um bilhete de dez euros, por dia. Em termos de peão, não é obrigatório o pagamento de entrada. Há, contudo, um bilhete que habilita as pessoas a um sorteio de “Volkswagen Fox” que custa cinco euros. Mas só o compra quem quiser. Os moradores também poderão chegar às suas casas, sem que tenham de adquirir qualquer bilhete, porque têm à sua disposição um dístico identificativo da sua condição de morador”. Em termos de mobilidade, está previsto que a Corgubus, colaborando com a Organização, vai transportar, gratuitamente, os espectadores, para o Circuito. Partirá de dois grandes pontos, um com origem na Zona Industrial, até à Rotunda da Universidade e outro no Parque de Estacionamento do Hospital em Lordelo, passando por Nossa Senhora da Conceição, terminando o percurso junto às Piscinas de Vila Real. Estes locais serão, também, parques de estacionamento. As estruturas de segurança serão desmontadas, depois das corridas, num prazo de quinze dias”.

 

Haverá retorno financeiro, especialmente na hotelaria e na restauração

 

De referir, ainda, que, na apresentação oficial da prova, o Presidente da Câmara Municipal de Vila Real, Manuel Martins, salientou que “o evento será uma mais-valia para a Região Norte do País e um dos seus principais cartazes turísticos. Antes, tínhamos pensado numa organização bienal. Mas, depois, concluímos que as Corridas de Vila Real terão de ser feitas todos os anos, por altura das Festas da Cidade” – sublinhou.

Segundo o edil, a prova terá um retorno financeiro, na hotelaria e restauração, de 1,3 milhões de euros”, frisando que a lotação das unidades hoteleiras, em Vila Real e arredores, já está esgotada.

“Os vila-realenses estavam ansiosos por terem o seu Circuito” – salientou Manuel Martins.

Jorge Fonseca, Presidente do CAVR, por sua vez, mostrou o seu contentamento pelo interesse que a prova despertou, no que concerne aos pilotos inscritos, salientando o apoio da Câmara Municipal de Vila Real e das empresas privadas. Este dirigente realçou, ainda, a prova de homenagem a Manuel Fernandes cuja grelha de participação esgotou, rapidamente.

“Para nós, é uma honra podermos promover esta homenagem” – referiu.

Jaime Lopes, Director-Geral dos centros comerciais do Grupo Chamartin, também assegurou que “o Grupo vai investir, nesta competição”. O “Dolce Vita”, principal patrocinador privado da prova, investiu 100 mil euros e representou a maior contribuição empresarial.

Parte da receita das inscrições dos pilotos será oferecida a uma instituição de solidariedade social. Serão plantadas, no perímetro florestal da cidade, cinco árvores por cada veículo participante.

O 40.º Circuito Automóvel de Vila Real, comportará catorze corridas, de nove categorias. Por dia, espera-se a presença de cerca de cinquenta mil pessoas.

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