“Colesterol urbano”

É frequente ver associado o epíteto de fundamentalista a todo aquele que se dedica às causas relacionadas com a protecção do meio ambiente e das espécies em vias de extinção. Muitas vezes por culpa das próprias organizações ambientalistas ou de alguns dos seus membros pela forma algo exacerbada e inflexível como defendem determinadas ideias. Idêntico cenário se passa com os que defendem a necessidade de se alterarem hábitos e comportamentos dos cidadãos no sentido de os fazer caminhar rumo a uma Nova Cultura de Mobilidade Urbana. Também aqui há uma tendência para associar essas pessoas aos que defendem a penalização indiscriminada do uso do automóvel. Mas, na realidade, o que se pretende é, tão só, sensibilizar as pessoas para alterarem hábitos e comportamentos que as levem a uma utilização mais racional do automóvel, ao uso dos transportes públicos e também dos modos suaves.

“Acupuntura Urbana” é o título de um livro de Jaime Lerner. Um livro pequeno no tamanho mas grande no condensado, de relatos de projectos e experiências vividas pelo autor, a que ele chama com propriedade de “acupunturas” que mudaram para melhor a vida de algumas cidades. Lê-se rápido, tal é a vontade de conhecer todas aquelas pequenas “picadas”, descritas com uma simplicidade fora do comum mas, ao mesmo tempo, cativante. Jaime Lerner, arquitecto e urbanista, já foi consultor das Nações Unidas para os assuntos urbanos, foi presidente da União Internacional dos Arquitectos, foi governador do estado do Paraná e perfeito de Curitiba, cidade que veio a ficar internacionalmente conhecida pelo eficaz sistema de transporte público

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