Quarta-feira, 14 de Janeiro de 2026
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Em Foco"Combater a desertificação e atrair investimento"

“Combater a desertificação e atrair investimento”

Entrevista à cabeça de lista do VOLT | Sílvia Serafim | Operadora Especializada | 47 anos

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Quais são as duas grandes prioridades que defendem para o distrito?

As duas grandes prioridades são o combate à desertificação/assimetrias regionais e a atração de investimento.

Como atrair investimento para a região?

A luta contra a desertificação, promoção da coesão territorial e a atração de investimento são duas faces da mesma moeda, que só se materializam por um lado com incentivos à fixação de pessoas/empresas no interior, através de políticas fiscais diferenciadas apoio ao empreendedorismo local, e por outro no investimento em infraestruturas digitais  que promova o trabalho remoto, investimento em transportes sustentável para reduzir as assimetrias regionais e permitam que mais pessoas possam viver em zonas fora do litoral.

Defendemos a descentralização administrativa como forma de dar mais autonomia e capacidade de decisão às regiões do interior promovendo uma gestão mais próxima das necessidades locais o programa propõe ainda o reforço dos serviços públicos como saúde e educação para garantir igualdade de oportunidades e qualidade de vida bem como o apoio à inovação agrícola e à valorização dos recursos naturais e culturais do interior apostando em setores como o turismo sustentável e a economia verde.

Deu entrada no Parlamento uma petição a favor da reabertura da Linha do Corgo. Acredita que o troço poderá reabrir? Se sim, de que forma e que mais-valias terá?

O Volt Portugal prevê este ano, tal como previa no ano passado, a reabertura da linha do Corgo entre Vila Real e Peso da Régua e a realização de estudo de viabilidade para a modernizar o troço Vila Real – Chaves.

Insere-se na estratégia da “ferrovia como a espinha dorsal de transporte em Portugal”. Propomos ainda para a região uma nova linha ferroviária de alta velocidade entre o Aeroporto do Porto e Zamora, com passagem por Amarante, Vila Real e Bragança.

As mais-valias para a região e para o país, incluem a melhoria da mobilidade, facilitando o transporte de pessoas e mercadorias, promovendo uma maior conectividade local, regional e ibérica e o desenvolvimento económico pela atração de investimentos, fomento do turismo, que se traduziria em um impulso para o crescimento económico regional.

Haveria ainda uma melhoria da Sustentabilidade, pela redução da dependência de transportes rodoviários (em particular pesados), contribuindo para a diminuição de emissões.

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