Cerca de trezentos alunos da Escola Secundária Profissional do Rodo manifestaram-se, na Quarta-feira, pela manhã, alegando atrasos de quatro meses nos pagamentos de subsídios de alojamento e de transporte. Várias faixas foram colocadas à entrada do estabelecimento de ensino, chamando a atenção para os motivos do protesto.
Esta concentração foi feita à revelia do Conselho Executivo da Escola do Rodo que contestou tal tomada de posição dos alunos.
Altino Oliveira, residente em Resende, aluno da Escola, sintetizou, ao Nosso Jornal, as razões do descontentamento: “A situação está a complicar-nos a vida. Há alunos de Chaves, Pedras Salgadas e de outros sítios a quem faz falta esse dinheiro. É bom não esquecer que temos de pagar as residências. É desse dinheiro que vivemos”.
Por sua vez, o Presidente do Conselho Executivo, Luís Maduro, desmentiu que o atraso seja de quatro meses e explicou que “tudo não passa de uma tempestade, num copo de água. O incumprimento do pagamento refere-se, apenas, a dois meses e tem a ver com a transição do próprio Quadro Comunitário. Julgo que, muito brevemente, tal situação se irá resolver!” – sublinhou, para referir: “Não é por acaso que haja aqui uma concentração tão grande de alunos, com a presença de canais de televisão. Muito sinceramente, parece-me uma orquestração”.
Ao que apurámos, junto de um aluno, o Presidente da Associação de Estudantes poderá ser alvo de um processo disciplinar, por declarações que prestou. Uma situação que não foi confirmada nem desmentida por Luís Maduro que, no entanto, afirmou que “o aluno em causa difamou a Escola”.
Jmcardoso





