Segunda-feira, 4 de Julho de 2022

Contas de 2006 aprovadas, com a discordância dos deputados socialistas

Mais uma vez, o Relatório de Contas de Vila Real foi aprovado, por maioria, na Assembleia Municipal. E, mais uma vez, a votação ficou marcada pelas vozes de contestação dos deputados socialistas que alegam que as contas de 2006 voltam a estar “deliberadamente empoladas”, para “enganar os cidadãos”. Os deputados eleitos pelo Partido Socialista (PS) […]

Mais uma vez, o Relatório de Contas de Vila Real foi aprovado, por maioria, na Assembleia Municipal. E, mais uma vez, a votação ficou marcada pelas vozes de contestação dos deputados socialistas que alegam que as contas de 2006 voltam a estar “deliberadamente empoladas”, para “enganar os cidadãos”.

Os deputados eleitos pelo Partido Socialista (PS) e o representante da Coligação Democrática Unitária (CDU), na Assembleia Municipal de Vila Real, manifestaram-se contra a aprovação do Relatório de Contas do exercício autárquico referente a 2006, numa votação que, realizada no dia 27, apesar de contar com outras quatro abstenções, acabou por aprovar, por maioria, as contas apresentadas pelo Executivo.

João Álvaro, deputado da bancada socialista, criticou o documento que traz a público as contas do município vila-realense, defendendo que foi “deliberadamente, empolado”, para, mais uma vez, “enganar os cidadãos”.

“Primeiro, há dinheiro para tudo, para todas as promessas, mas, quando chega a altura de executar, vemos números muito díspares e só se consegue cumprir metade”, sublinhou o mesmo responsável político, lembrando que, para ganhar a credibilidade da população, “a autarquia deve começar a dizer as verdades”.

Para Manuel Martins, Presidente da Câmara Municipal de Vila Real, as verdades estão bem claras no documento que prova que, “graças ao rigor e á boa gestão dos activos municipais”, as contas de 2006 evidenciam um resultado líquido positivo, superior a dois milhões e 400 mil euros.

“Comemos três quartos do bolo, o que é muito bom, tendo em conta a conjuntura nacional”, sublinhou o autarca, lembrando que, apesar de um terço dos projectos previstos para 2006 não terem sido iniciados, muito se fez, para além do “investimento puro e duro”, nomeadamente o apoio à cultura, às crianças, aos idosos e famílias numerosas e às associações desportivas, para além de um conjunto de outras áreas de investimento, como a manutenção dos espaços verdes e da iluminação pública, não esquecendo que é a autarquia “quem paga a maior factura dos transportes públicos urbanos”.

O autarca vila-realense sublinhou, ainda, que as contas da autarquia seriam outras se o Governo não fosse “tão mau pagador”, recordando que o Estado ainda deve um milhão e 500 mil euros (dívida a ser saldada, pelo Ministério do Ambiente), um milhão de euros do programa Agris, 420 mil euros das obras na Vila Velha e 250 mil euros do Teatro de Vila Real (que já está em funcionamento há mais de dois anos), entre outras contas, a acertar.

Manuel Martins também desdramatiza a votação dos deputados socialista, contabilizando que, dos 12 membros da Assembleia, apenas cinco se manifestaram contra, uma posição que, segundo o autarca, mostra que, “mais uma vez, os deputados puseram os interesses do partido à frente dos interesses da cidade de Vila Real”.

Entre outros assuntos da reunião ordinária da Assembleia Municipal que se prolongou até perto das duas horas da manhã, Manuel Martins aproveitou para adiantar que a autarquia está a ser alvo de uma inspecção do Tribunal de Contas.

“Vila Real era a única capital de distrito que ainda não tinha sido alvo de uma inspecção do género”, explicou o edil, mostrando-se à vontade com o procedimento do Tribunal de Contas que “virá trazer mais um selo de garantia, em como as coisas estão bem”, na autarquia.

 

Maria Meireles

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