Sábado, 2 de Julho de 2022

Contestada falta de vigilância da Polícia Marítima

Agressões, paus em riste e muitos nervos à flor da pele foi este o clima vivido, no último fim-de-semana, no cais fluvial turístico de Peso da Régua. Nesta autêntica batalha à beira do Douro, sentiram-se protestos, pela falta de segurança do espaço, com os dedos apontados na direcção da Polícia Marítima, PM. Esta força de […]

Agressões, paus em riste e muitos nervos à flor da pele foi este o clima vivido, no último fim-de-semana, no cais fluvial turístico de Peso da Régua. Nesta autêntica batalha à beira do Douro, sentiram-se protestos, pela falta de segurança do espaço, com os dedos apontados na direcção da Polícia Marítima, PM. Esta força de segurança é acusada de “não vigiar nem manter a ordem”, naquele espaço. Como resultado da “confusão” que envolveu alguns turistas e indivíduos de etnia cigana, uma mulher acabou por ser agredida.

O Presidente da ABEIRADOURO, associação que promove vários eventos de animação popular no cais, Manuel Mota, contou que “um grupo de dez pessoas de etnia cigana”, a quem acusa de serem “vendedores ilegais” começaram “a tratar mal os turistas que estavam a chegar, de barco, ao cais, por não lhes comprarem nada. Houve indivíduos agredidos a pontapé e algumas pessoas fugiram, com medo deles”. Segundo Manuel Mota, apesar de ter ligado, de telemóvel, para a Polícia Marítima, “esta não atendeu!”. Como “último recurso”, solicitou a presença da GNR que “obrigou o grupo de nómadas a retirar”. Mas foi uma ausência temporária, de meia hora, já que, depois, surgiram munidos de vários paus e a confusão voltou a instalar-se: “foi um salve-se quem puder!”, acrescentou Manuel Mota que é particularmente crítico, quanto à actuação da PM:

“Não aparecem quando devem, pelo que está em causa a segurança de uma área, onde chegam e partem, por dia, entre 2000 e 3000 turistas que são recebidos por vendedores ambulantes de etnia cigana que pressionam, violentamente, os passageiros dos barcos, para que lhes comprem os mais diversos artigos. Ninguém faz nada para pôr ordem no cais, onde continua a imperar a ilegalidade!” .

A presença de vendedores ambulantes de etnia cigana também está a desagradar aos operadores turísticos fluviais.

“É um mau cartão-de-visita, para a Régua. Por vezes, incomodam a saída dos nossos passageiros das embarcações” – disse-nos um dos empresários.

Confrontada com esta situação, a Delegação da Polícia Marítima de Peso da Régua, em comunicado, confirmou a existência de desacatos, assegurando que o cais fluvial se insere no seu espaço de jurisdição. Mas defende-se, argumentando que, “na altura da ocorrência, estava empenhada noutra missão”. Porém, adianta que “a GNR, outras forças militares e outros serviços de segurança podem intervir, na ausência da Polícia Marítima”.

 

Jmcardoso

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