Domingo, 14 de Dezembro de 2025
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Corpo esteve quatro horas numa ambulância

É mais um caso polémico que envolve meios de socorro emergente e as burocracias institucionais. Um homem de Loureiro sentiu-se mal e acabou por falecer, na ambulância dos Bombeiros da Régua. A família teve de esperar quatro horas, para libertar o corpo que esteve esse tempo todo dentro do veículo. A espera de várias horas, […]

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É mais um caso polémico que envolve meios de socorro emergente e as burocracias institucionais. Um homem de Loureiro sentiu-se mal e acabou por falecer, na ambulância dos Bombeiros da Régua. A família teve de esperar quatro horas, para libertar o corpo que esteve esse tempo todo dentro do veículo.

A espera de várias horas, nas instalações do posto da GNR de Peso da Régua, para resgate de um corpo, não foi bem aceite, pela família de Manuel Ferreira, um homem, de 47 anos, residente em Loureiro e que faleceu numa ambulância dos Bombeiros de Peso da Régua, à entrada do túnel da A24, nesta cidade.

O caso ocorreu, na Quinta-feira da semana passada e provocou muita revolta. António Gonçalves, primo da esposa da vítima e que acompanhou todo o desenrolar do caso, expressou a sua repulsa: “Como é possível? Mais ou menos das 7 até às 10.45 horas no posto, porquê? Aquelas horas todas, com o sol a bater na ambulância, no Quartel da GNR, à espera de quê, quando havia uma morgue, a cerca de 500 metros? O Manuel entrou no posto da GNR e ali ficou, ambulância fechada e nunca mais soubemos nada dele!”.

A versão deste parente do falecido, no que respeita ao tempo, não foi confirmada pela GNR de Peso da Régua. Uma fonte desta força de segurança referiu: “O corpo esteve nas nossas instalações, na ambulância, cerca de duas horas e aconteceu assim porque tivemos de cumprir os preceitos legais, pois o médico do INEM não fez a certificação do cadáver. Então, esperámos pelo Delegado de Saúde, para possibilitar o resgate do corpo”.

Segundo António Gonçalves, o 112 foi solicitado entre as 4.30 e as 5 horas.

“Os Bombeiros da Régua chegaram, de imediato, e prestaram a primeira assistência. O Manuel estava vivo, embora o coração estivesse fraco”, Segundo ele, “foi, então, accionado o sistema de socorro e da viatura da VMER de Vila Real vieram instruções, para que os Bombeiros da Régua esperassem, por ela, à entrada do Túnel da Régua (próximo do cruzamento para Santa Marta). De referir que este local “funciona, quase como um terminal do 112, tantas são as ambulâncias do INEM que, naquele local, param, para prestar assistência” – disse, ainda.

Pelo facto e para mostrarem a sua revolta, alguns habitantes querem colocar um “placard”, com a indicação “Terminal do INEM”, à entrada do túnel.

 

Jmcardoso

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