Domingo, 7 de Dezembro de 2025
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RegiãoDeficientes das Forças Armadas reclamam mais apoio do Estado

Deficientes das Forças Armadas reclamam mais apoio do Estado

No sábado, um grupo de elementos da Associação de Deficientes das Forças Armadas, ADFA, visitou o concelho de Sabrosa. O presidente do Núcleo do Porto, Abel Fortuna, aproveitou para chamar a atenção do Governo para disponibilizar mais apoio aos militares afectados pela guerra colonial, nomeadamente quanto ao seu estatuto e reparação de danos.

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Cerca de sessenta associados da ADFA, incluindo alguns familiares, fizeram um périplo pelo concelho de Sabrosa, no sábado. A casa Aires Torres, em Parada do Pinhão, foi uma das referências da visita. Porém, o passeio natalício também serviu para chamar a atenção do Estado para a disponibilização de mais apoios. “Estamos a viver um período difícil, mas a ADFA acha que aqueles que já deram o seu sangue pela pátria deveriam ser a excepção das excepções no acesso à saúde, para reparar as lesões que sofreram. A Nação tem essa dívida connosco. Ainda temos alguns problemas por resolver, nem todos têm o mesmo estatuto de reparação dos danos que sofreram. Além disto, há algumas desigualdades em termos de tratamento que não deveriam existir, uma nação não deve tratar os seus filhos de forma diferente”, referiu Abel Fortuna.

Todos os anos, os associados afectos ao núcleo de Vila Real fazem o seu encontro anual de Natal que tem como objectivo fortalecer os laços de amizade entre as pessoas. Por sua vez, Alfredo Martins, da Câmara de Sabrosa, realçou o apoio do Município nesta deslocação (empréstimo de autocarro) se insere numa estratégia global de promoção turística, cultural do concelho e da divulgação de figuras de relevo como Miguel Torga e Aires Torres.

 

Deficientes das Forças

Armadas em Lisboa

 

O dirigente realçou muitos militares deficientes que residem na capital, onde recebem mais e melhor apoio. “O distrito de Vila Real deu muita gente para a guerra colonial e há muitos deficientes militares. Mas, muitos deles pelas condições de dificuldades no que diz respeito a acessibilidades e à exclusão social acabaram por ficar em Lisboa”.

A ADFA tem cerca de 16.000 associados e tem como objectivo fundamental a integração e a reabilitação social de todos aqueles que no cumprimento do serviço militar adquiriram deficiências e incapacidades. Recorde-se que, Vila Real não tem uma estrutura física da ADFA, que faz as suas reuniões periódicas nas instalações do RI 13. No distrito há cerca de 300 deficientes militares vítimas da guerra colonial.

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