A estação de Gouvinhas está fechada, e não tem qualquer utilização, uma vez que os comboios já não ali param. Na estação do Ferrão, o edifício e espaço envolvente ainda estão em bom estado de conservação, mas o mesmo não se pode dizer em relação a três casas que serviram de poiso aos ferroviários. Poderiam ser aproveitadas para fins turísticos e sociais, mas agora estão quase irrecuperáveis.
O antigo apeadeiro de Chanceleiros também foi destruído e a paragem do comboio eliminada. Uma medida discutível e que afectou as populações de Chanceleiros, Covas, Poça e Pesinho.
A autarquia de Sabrosa pretende revitalizar da zona do Ferrão para fins turísticos. “É uma zona que não está esquecida e iremos colaborar numa estratégia conjunta das diversas entidades interessadas. O património pertence à Rede Ferroviária Nacional, REFER, mas, ao lado da estação, há várias unidades ligadas ao enoturismo, por isso teremos aqui um ponto de partida para uma futura iniciativa”, sublinhou uma fonte da autarquia.
A beneficiação da estrada de acesso à estação ferroviária, desde o cruzamento para Donelo, foi proposta através de uma candidatura da Comunidade Intermunicipal do Douro, CIMDOURO, aos fundos estruturais do Quadro de Referência Nacional, QREN, que ainda poderá ser aprovada este ano.
A estação do Ferrão foi utilizada durante várias décadas pelas populações de Sabrosa, Tabuaço, Armamar e até de Moimenta da Beira, que ali “apanhavam” o comboio em direcção à Régua ou ao Porto, que utilizavam uma barca de passagem. Esta estação era um importante entreposto comercial, pois vários vagões seguiam carregados de pipas de vinho generoso para Vila Nova de Gaia.
Com a diminuição do tráfego ferroviário, e depois com o seu encerramento em 1991,a estação é hoje apenas um simples e modesto apeadeiro da CP. A poucos metros está “sepultada”, nas águas do Douro, uma locomotiva a vapor que se despenhou no princípio do séc. XX.




