O povo da aldeia de Gouvães do Douro está a beira de um ataque de nervos. Tudo por causa das obras de construção de um jazigo, no cemitério. Estas terão provocado, na Sexta-feira, um aluimento no interior do espaço fúnebre, danificando oito campas e pondo a nu algumas urnas. A ira popular é manifesta, também, pelo facto de o empreiteiro ter mandado espalhar a terra, oriunda das escavações, entre os passeios dos jazigos e fazer um despejo de solo do cemitério à entrada de Gouvães do Douro.
O Presidente da Junta de Freguesia, António Pinheiro, alinha nos protestos do povo e também critica a empresa responsável pelos trabalhos.
“Estou preocupado com o sucedido. O proprietário do espaço que abateu tinha comprado quatro campas e tencionava fazer um jazigo subterrâneo, para treze gavetões. Já tinha avisado o empreiteiro do que podia suceder, pois o espaço, quer em largura, quer em profundidade, estava a exceder o combinado. Neste fim-de-semana, na visita aos entes queridos, os nossos habitantes depararam com algumas das campas que iam visitar danificadas e outras destruídas, devido ao deslizamento de terras, causado pelos trabalhos de escavação de construção do jazigo”.
A tensão, na aldeia, é sentida, havendo familiares que evitam que os seus parentes mais idosos se desloquem ao cemitério, com medo das consequências do impacte visual do mesmo.
Por sua vez, o empreiteiro que também tem uma agência funerária, com negócios em Sabrosa e Casais do Douro, atribui a culpa “ao mau tempo dos últimos dias” e alega que, neste momento, não pode intervir, “dado as terras estarem muito movediças, devido à água caída”.
Jmcardoso





