Sábado, 18 de Janeiro de 2025
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Doentes com cancro chegam aos hospitais tarde demais

Fernando Rodrigues, do Hospital Amadora-Sintra, alerta que doentes com cancro “já têm a sua doença mais desenvolvida” quando vão ao hospital.

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Em entrevista à Lusa, o diretor do Serviço de Pneumologia desse hospital avisa que a “doença neoplásica” dos doentes não-Covid-19 “evoluiu para um estádio que praticamente já não é possível fazermos nada”, principalmente o cancro do pulmão.

O especialista lamenta que, devido à pandemia, muitos doentes não se desloquem aos centros de saúde, não recebendo o tratamento necessário. Muitos doentes têm receio de irem ao hospital por medo de contrair Covid-19. Estes doentes, salienta, “estão a pagar essa fatura de na altura não poderem recorrer ao hospital”.

Pós-Covid nos pulmões

O pneumatologista avisa que “começam a aparecer doentes com sequelas” pulmonares da Covid-19, com “casos menos graves, mas também casos graves em que existem sequelas que são permanentes”.

Alguns dos doentes desenvolvem problemas de saúde para os quais ainda não há indicações seguras de como tratar, tal como “pneumonia organizativa”.

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