Sábado, 18 de Setembro de 2021
© Joaquim Duarte

Dois milhões de euros para melhorar tratamento de águas residuais

O município de Murça vai ver as suas infraestruturas de tratamento de águas residuais melhoradas, graças a um investimento de quase dois milhões de euros por parte da AdIN (Águas do Interior Norte).

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Segundo Mário Artur Lopes, presidente da câmara municipal, “este é um investimento significativo e muito importante para Murça. É um passo para melhorar a qualidade de vida das pessoas que aqui vivem”.

O autarca falava à margem da cerimónia de consignação da empreitada, adjudicada pelo valor de 1 899 342,56 euros e que se prevê estar concluída dentro de um ano.

“Esta obra vai permitir resolver alguns problemas ambientais que subsistem”, referiu o autarca, sublinhando que “com as novas tecnologias de abastecimento e de saneamento, estes problemas ficam muito melhor resolvidos, até porque também serão introduzidos alguns mecanismos de eficiência no abastecimento de água”.

O investimento será feito em várias aldeias do concelho, estando prevista a substituição das Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Serapicos e Valongo de Milhais, a substituição de cinco fossas séticas coletivas em Toubres, Ribeirinho e Palheiros por sete Estações Elevatórias de Águas Residuais (EEAR) e a construção de duas ETAR’s de última geração, de forma a melhorar as condições de recolha dos efluentes. Serão também substituídas duas fossas séticas por duas EEAR e construída uma ETAR compacta em Monfebres.

No plano de intervenção, está ainda prevista a substituição de duas fossas séticas por quatro EEAR em Martim e a substituição de duas fossas séticas e uma ETAR em Candedo, interligando os dois sistemas e construindo uma nova ETAR de última geração.

“Estamos a tornar estes territórios ambientalmente mais sustentáveis para que as populações que teimosamente aqui vivem, vivam com qualidade”, destacou Carlos Silva, presidente do conselho de administração da AdIN, explicando que os investimentos em Murça “não são para ampliar as redes de saneamento, mas para potenciar ou melhorar as redes já criadas e as formas de tratamento dos efluentes”.

O presidente da autarquia aproveitou a ocasião para lembrar que “temos uma taxa de cobertura de saneamento básico acima da média nacional, que é de 84%, e a expectativa é de, muito em breve, chegarmos aos 100%”, indicou Mário Artur Lopes.

“Esperamos que, num futuro não muito distante, qualquer cidadão deste território possa abrir a torneira e beber um copo de água de qualidade”, acrescenta.

PREÇO DA ÁGUA

Quanto à fatura da água, contestada por muitos, o presidente da AdIN explica que “os investimentos feitos têm em vista uma maior eficiência e, consequentemente, ganhos para o munícipe, através da redução da tarifa”.

“Com a criação da AdIN, tivemos de igualizar os tarifários, ou seja, não importa em que concelho se vive porque o tarifário é igual para todos. Uma casa onde vivem três pessoas, a média de consumo ronda os 10 m³, ou seja, os 20/30 euros. Mas convém perceber que a fatura da água engloba três serviços e há quem seja induzido em erro” frisa Carlos Silva, acrescentando que “a fatura engloba a água, o saneamento e a recolha de resíduos. Destes três serviços, o da água é o que tem o custo mais baixo. Para que a água chegue com qualidade a casa de todos há custos e aquilo que queremos fazer com estas intervenções é reduzir esse custo para os munícipes”.

No âmbito do Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR), a AdIN viu serem aprovadas 60 candidaturas para operações de reabilitação de ETAR e redes de coletores nos municípios integrantes da empresa (Freixo de Espada à Cinta, Mesão Frio, Murça, Peso da Régua, Sabrosa, Santa Marta de Penaguião, Torre de Moncorvo e Vila Real), num investimento global de 21 milhões de euros.■ 

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