Quinta-feira, 15 de Abril de 2021

“É preciso um centro de recolha (de animais) oficial em Bragança”

A Associação de defesa dos animais AMICA defende que Bragança, mais do que nunca precisa de um canil, depois da entrada em vigor da lei que proíbe o abate de animais saudáveis

“Não faz sentido nenhum Bragança não ter um centro de recolha”, defendem Isabel Rego e Olinda Batista, em declarações à agência Lusa. As duas, que trabalham em permanência na associação, alegam que “ainda que se vejam pouco na rua, há animais abandonados”. Era preciso um centro de recolha oficial em Bragança que promovesse adições, com mais espaço para albergar os animais e mais próximo da população”, uma vez que o centro está lotado. 

Bragança partilha com Mogadouro, Vimioso e Miranda do Douro o centro de recolha intermunicipal e, com a nova legislação, a AMICA entende que está na altura de a autarquia brigantina avançar para a construção do canil. 
A AMICA disponibiliza-se a trabalhar em parceria se Bragança construir um equipamento na cidade que estima seria possível com um orçamento de “cerca de 150 mil euros”.

O trabalho voluntário na associação é auxiliado por um protocolo com o Instituto Politécnico de Bragança (IPB), que lhes disponibiliza uma box que está cheia, com sete cães. A AMICA tem ainda protocolos com os veterinários da cidade, que facilitam os tratamentos e esterilizações como as 200 que fizeram nos últimos dois anos. As “cinco ou seis” famílias de acolhimento são outro apoio com que contam e que tem permitido ir resolvendo as solicitações. 

O presidente da Câmara de Bragança defende que terá que ser o Governo a encontrar uma solução para esta nova realidade: “O que se impunha era que, se o Governo pretende que as coisas assim sejam feitas, então que arranje formas de os municípios serem financiados para puderem construir novos centros de recolha oficiais ou ampliar os existentes e garantir que efetivamente todos os animais são devidamente acolhidos, tratado e que as populações também são bem servidas”, afirmou à Lusa.

Hernâni Dias sustentou que “aquilo que foi definido em legislação provoca problemas de salubridade, de segurança e obviamente coloca uma pressão enorme sobre os municípios, nomeadamente a nível financeiro, uma vez que a manutenção dos animais dentro dos canis tem implicações de custos significativas porque é necessário garantir a sua saúde sanitária, a alimentação, todos os tratamentos médico-veterinários”.

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