Ecomuseu guarda a história e tradições do Barroso

Com vários polos espalhados pelo concelho, o Ecomuseu do Barroso tem como missão salvaguardar e perpetuar o património cultural e material, as tradições e a ruralidade que são características deste território.

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O projeto nasceu em 2009 com a criação do Espaço Padre Fontes, na vila de Montalegre, logo abaixo do castelo, e passou a integrar a Casa do Capitão, em Salto, requalificada poucos anos antes.

Na sede do Ecomuseu, o visitante encontra salas em que os objetos do quotidiano de outros tempos e de ciclos vitais estão em destaque. É possível assistir a vídeos e documentários sobre a etnografia local, gentes, quotidiano e território.

Cerca de 30 mil pessoas passaram em 2024 pelo Ecomuseu em Montalegre, que é também uma das portas de entrada do Parque Nacional Peneda-Gerês (PNPG). Inclui o posto de turismo e uma loja com artesanato e produtos locais.

Como aperitivo para explorar o concelho é possível encontrar mais de mil pontos de interesse numa maquete tridimensional e saber o que espera os visitantes nos outros núcleos do ecomuseu.

“Ao longo dos anos foram abrindo mais polos no concelho, em algumas aldeias escolhidas pela sua dinâmica, pela sua importância até turística e cultural”, explica Nuno Rodrigues, diretor do Ecomuseu.

Alguns nasceram em edifícios emblemáticos dessas localidades, como a antiga corte do boi em Pitões das Júnias e Tourém, onde ficava o boi do povo “que tem muita importância na história e na cultura do Barroso”. “Antigamente, cada aldeia tinha o seu boi que era o reprodutor, e também usado na grande tradição que há aqui, que é a chega de bois”, e cada um representava a aldeia, explica o responsável.

No primeiro conhece-se a vida da aldeia, com a caracterização da prática agrícola, descrição de uma cozinha Barrosã, e uma parte dedicada aos tecidos, com teares que eram usados para fazer as capas de burel. Em Tourém o polo do Ecomuseu é dedicado à avifauna do concelho.

Já em Salto, a antiga casa senhorial acolhe um museu etnográfico com mais de mil peças expostas, em várias salas temáticas. Na Casa do Capitão os espaços mostram como era a organização das divisões noutros tempos.

O Ecomuseu das Minas da Borralha retrata a história da exploração de Volfrâmio naquele local.

Em Fafião, o tema é a Serra e a Vezeira, uma prática agrícola ancestral que traduz o espírito comunitário de guardar o gado à vez, naquela zona do Parque Nacional Peneda-Gerês.

O polo de Vilar de Perdizes é o retrato de uma casa do lavrador e está a ser pensado um projeto relacionado com o Congresso de Medicina Popular e as ervas medicinais, e ainda com a arqueologia.

Valorizando aquilo que o concelho tem de mais autêntico e genuíno, a população e o património, sem descurar a preservação dos conhecimentos técnicos, os saberes locais e formação de valores, são o traço comum aos sete polos do Ecomuseu do Barroso no concelho de Montalegre.

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