Há uma realidade que os números ainda não conseguem retratar por inteiro, mas que mostra, mais uma vez, as dificuldades de quem vive no interior do país. Em muitas aldeias transmontanas, para levantar dinheiro ainda tem de se viajar quilómetros ou ir à sede de concelho.
O cenário é confirmado pela elaboração do relatório “Avaliação da cobertura da rede de pontos de acesso ao numerário em Portugal”, do Banco de Portugal e referente a 2025.
Casos mais extremos
No distrito de Bragança, 199 das 226 freguesias não têm qualquer ponto de acesso direto ao numerário, valor que não se repete em mais nenhum distrito do território nacional. Quase metade da população do distrito vive numa dessas freguesias. Em Vila Real, três em cada quatro freguesias encontram-se igualmente sem um ponto direto de acesso.
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