À VTM, a presidente da associação, Dina Borges, sublinhou que o objetivo destes encontros passa por aproximar a população, sobretudo os mais jovens, da história recente do país e da importância da Revolução de 25 de Abril.
“Já vamos na 3ª edição. Este tipo de encontros visa sensibilizar a população, sobretudo os nossos jovens, para a importância do 25 de Abril, do que foi e do que significa para nós”, referiu, acrescentando que a data foi determinante para garantir as liberdades atuais. “Se não fosse o 25 de Abril, possivelmente não estaríamos aqui com esta liberdade”, afirmou.
Dina Borges destacou também o trabalho arqueológico desenvolvido no concelho e a ligação com universidades nacionais e estrangeiras, sublinhando que as campanhas de escavação permitem “não só aprofundar o conhecimento científico, mas também envolver a comunidade local na valorização do património”.
No âmbito de um projeto em curso integrado no programa “Valorizar”, do Turismo de Portugal, explicou que está prevista a melhoria da sede da associação, com a criação de conteúdos interativos em articulação com Alijó, Murça e Panoias, no sentido de “reforçar a dinâmica turística e cultural da região”.
E foi precisamente o trabalho desenvolvido pela associação Ana Gomes começou por destacar, com a socialista a defender a necessidade de um maior reconhecimento do património arqueológico.
“Estive agora na necrópole medieval das Touças e é de facto um património que não podemos continuar a ignorar”, afirmou, sublinhando tratar-se de um trabalho “feito com grande dedicação, que precisa de apoio, reconhecimento e meios”. Por isso, “naquilo que eu puder ajudar, junto das entidades competentes, vou trabalhar para que o apoio chegue a esta associação”.
Segundo Ana Gomes, preservar este património é “uma forma de celebrar Abril”, porque “antes da revolução não seria possível realizar este trabalho”.
A política aproveitou para deixar uma reflexão sobre o significado do 25 de Abril e o estado da democracia em Portugal, admitindo que “o 25 de Abril foi uma rutura decisiva com um país fechado, desigual e sem liberdades. Trouxe direitos fundamentais, abriu a sociedade e permitiu que hoje discutamos tudo isto em liberdade”. E salientou que a democracia não pode ser encarada como garantida, mas sim como “algo que tem de ser defendido todos os dias, com participação, com exigência e com capacidade de questionar”, destacando o papel das novas gerações na preservação dos valores de Abril.
“Os jovens têm hoje uma responsabilidade enorme que é não deixar que a indiferença ou o desinteresse fragilizem aquilo que foi conquistado com tanto esforço”, vincou.



