Após dez dias de intenso trabalho de vários agentes da proteção civil, com grande destaque para os bombeiros, parte da serra do Alvão ficou irreconhecível. Em 2022 o fogo atingiu Vila Real, começando na zona da Samardã, e, em 2025 teve início neste município e atravessou a Serra do Alvão para Mondim de Basto. No final, um cenário completamente desolador, não só para quem vive do que a terra dá, mas para aqueles que todos os dias abrem as persianas e enfrentavam uma das mais belas paisagens de Portugal.
Ver o Alvão coberto de neve ou com as nuvens a cobrirem parte do seu encanto é um cenário idílico, que apaixona quem por cá nasceu e aqueles que adotam esta região para viver. O verão trouxe más notícias e muita tristeza, mantendo populações debaixo de um manto de apreensão quanto ao futuro do setor primário nas aldeias afetadas, assim como do futuro da floresta. A incerteza foi dando lugar a alguma esperança, com iniciativas de associações e grupos de habitantes, apoiadas pelo Instituto de Conservação da Natureza e Florestas, para a replantação do Alvão. Isto acontece um pouco por toda a região.
Bem público
Mas replantar não chega. O tema é mais profundo, uma vez que é preciso colocar em cima da mesa uma questão: o que queremos para a floresta transmontana?
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