“Só assim podemos contribuir para que os jovens não tenham de se deslocar para outros locais para terem a sua escolaridade garantida”, afirma António Santos, diretor do agrupamento, que tem 585 alunos, em seis escolas.
No secundário disponibiliza cursos de línguas e humanidades e ciências e tecnologias. No próximo ano, no ensino profissional vai haver o curso de técnico de turismo ambiental e rural, que substitui o de turismo. “Pensamos que é mais adequado ao meio em que estamos inseridos, esperamos com isso cativar alguns alunos”, afirma.
Além da luta contra a falta de alunos, de lidar com a diversidade, também a modernidade é um dos desafios. “Temos de evoluir no âmbito das tecnologias, das metodologias e do digital”, vinca.
O diretor quer ainda que a instituição “continue a ser uma bandeira da nossa terra e a formar cidadãos livres e democráticos”, destacando a defesa da língua mirandesa, no único agrupamento que pode lecionar o segundo idioma do país. “É uma das nossas bandeiras, a defesa da cultura local e da língua mirandesa”, afirma, sendo que 70% dos alunos escolhem essa opção.
A escola-sede teve obras recentemente e há uma intervenção de cerca de um milhão de euros em curso no centro escolar, estando identificadas necessidades de melhorias na escola de Sendim.




