O diretor do agrupamento, António Santos, considera a oferta profissionalizante “muito importante” para garantir diferentes oportunidades aos alunos. Apesar de reconhecer que “não vai ao encontro dos gostos de todos”, o responsável sublinha que a escola procura assegurar alternativas que permitam aos jovens permanecer ligados ao território.
Uma das soluções passa pelo projeto-piloto das “turmas partilhadas”, desenvolvido em articulação com outras escolas da região. O modelo permite que alunos frequentem cursos técnicos inexistentes em Miranda do Douro em estabelecimentos de ensino de outras localidades mantendo “ na nossa escola a formação sociocultural geral”.
Segundo António Santos, esta flexibilidade “abre muitas opções” aos estudantes e ajuda a fixar jovens no concelho. No caso do curso profissional de Turismo Ambiental e Rural, garante que a empregabilidade é “praticamente de 100%”, embora muitos alunos optem depois por prosseguir estudos superiores, sobretudo no Instituto Politécnico de Bragança.
Além da componente académica, o agrupamento destaca-se também pela preservação da língua mirandesa. A escola é a única do país onde o mirandês pode ser lecionado de forma estruturada, sendo frequentado por cerca de 80% dos alunos.
“O facto de ensinarmos mirandês é motivo de orgulho para nós”, refere o diretor, salientando que a escola assumiu um papel central na preservação da segunda língua oficial de Portugal.
O agrupamento é descrito pelo diretor como uma escola com bons resultados e forte colaboração entre docentes, famílias e autarquia, sempre com o objetivo de garantir “o superior interesse dos alunos”.





