A utilização de plataformas digitais, ferramentas de inteligência artificial e projetos europeus tem vindo a ganhar cada vez mais peso, com resultados considerados positivos ao nível das aprendizagens e do acompanhamento dos alunos.
O diretor do agrupamento, Carlos Peixoto, considera que a adaptação às novas tecnologias é hoje indispensável no processo educativo.
“Já não podemos pensar a escola da mesma forma que pensávamos há alguns anos. Temos de acompanhar a evolução tecnológica e utilizar as ferramentas disponíveis para melhorar as aprendizagens e preparar os alunos para o futuro.”
Entre os principais recursos utilizados pelo agrupamento destacam-se a Escola Virtual e o Hypatiamat, este último direcionado para o ensino da matemática. Segundo Carlos Peixoto, os resultados internos demonstram melhorias significativas.
“Estamos a verificar uma evolução positiva nas avaliações internas. Estas plataformas permitem um acompanhamento mais próximo e uma aprendizagem mais personalizada.”
“Não podemos pensar a escola da mesma forma que pensávamos há alguns anos. Temos que nos adaptar e atualizar”
CARLOS PEIXOTO
DIRETOR
Uma das áreas onde o agrupamento mais se tem destacado é na utilização de inteligência artificial aplicada à fluência leitora dos alunos do primeiro ciclo. Através do “acelerador de aprendizagem” integrado no Microsoft Teams, os alunos realizam leituras gravadas que são automaticamente analisadas pela plataforma. A ferramenta identifica erros, omissões, velocidade de leitura e dificuldades específicas, produzindo relatórios detalhados que ajudam os professores a intervir de forma mais rápida e eficaz.
“O sistema ajuda-nos a perceber rapidamente onde atuar. Isso permite melhorar a fluência leitora dos alunos de forma muito mais eficiente”, assume Carlos Peixoto.
O projeto arrancou em 2022 em modo experimental e foi, entretanto, alargado a todas as turmas do primeiro ciclo. A experiência tem despertado interesse, também, junto de escolas estrangeiras no âmbito do Erasmus+. Prova disso é que, recentemente, alguns professores do agrupamento participaram em workshops na Letónia para apresentar esta metodologia a docentes de outros países.
A dimensão internacional continua a assumir um papel central na estratégia educativa do agrupamento. Em abril deste ano, Alijó acolheu o encontro “Feel Alijó 2026: Living European Values”, que reuniu mais de uma centena de alunos e professores de vários países europeus. Participaram delegações de Espanha, Polónia, Eslovénia e Bulgária, promovendo a partilha de experiências pedagógicas e culturais.
“Foi um enorme desafio organizativo, mas extremamente enriquecedor para toda a comunidade escolar. Conseguimos reunir várias escolas e criar momentos de verdadeira partilha de conhecimentos”, afirma o diretor.
OFERTA FORMATIVA
Além da inovação tecnológica e da internacionalização, o agrupamento mantém uma forte aposta na diversificação da oferta formativa. A escola disponibiliza cursos científico-humanísticos e cursos profissionais, procurando responder às necessidades dos alunos e às oportunidades do mercado de trabalho.
Os cursos profissionais têm assumido particular importância, permitindo aos alunos obter dupla certificação escolar e profissional em áreas ligadas às necessidades da região.
“A oferta formativa é essencial para criar oportunidades e ajudar a fixar jovens no território. Procuramos ajustar os cursos às necessidades reais da região e das empresas”, revela Carlos Peixoto.
O ensino profissional beneficia também da dimensão europeia do agrupamento, permitindo que alunos realizem estágios internacionais em contexto de trabalho. Atualmente, há dois estudantes a estagiar em Ibiza.
Outro dos projetos destacados pelo diretor é o trabalho desenvolvido pelo Clube Ciência Viva, que leva atividades experimentais às escolas do pré-escolar e do primeiro ciclo espalhadas pelas aldeias do concelho. Apesar das dificuldades logísticas associadas à dispersão geográfica das escolas, Carlos Peixoto defende a importância da manutenção destes estabelecimentos de ensino.
“Encerrar escolas nas aldeias seria acelerar ainda mais o despovoamento. A escola continua a ser um elemento fundamental de proximidade e coesão social”, vinca.
Com uma estratégia assente na inovação, na cooperação internacional e na valorização das diferentes vias de ensino, o Agrupamento de Escolas de Alijó pretende continuar a afirmar-se como uma referência educativa na região do Douro.







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