Para a direção, a prioridade passa por garantir condições que permitam fixar estudantes no concelho e evitar a sua saída para outros territórios.
Segundo o diretor do agrupamento, Luís Miranda Rei, o objetivo central é contrariar a tendência de perda de alunos registada ao longo das últimas décadas. “O grande objetivo, efetivamente, é fixar os alunos”, sublinha, referindo que a diminuição da natalidade nos concelhos da região torna este desafio ainda mais exigente.
Apesar de uma tendência de perda média anual de cerca de 20 a 25 alunos ao longo de mais de 20 anos, o agrupamento registou, no último ano letivo, um crescimento significativo, com mais 40 estudantes. Este aumento é explicado, em grande parte, “ pela chegada de alunos filhos de emigrantes que regressaram de países como a Suíça e a França, mas também por famílias oriundas do litoral e de vários países africanos”, revela o diretor.
O agrupamento integra alunos desde o pré-escolar até ao ensino secundário e procura adaptar a sua oferta educativa à realidade atual. No ensino secundário, a redução do número de alunos impede a abertura de um leque mais alargado de cursos, levando a escola a concentrar-se em quatro opções formativas. “Habitualmente, temos Ciências e Tecnologias e Línguas e Humanidades, além de duas áreas no profissional, que têm sido o turismo e a eletricidade ou mecatrónica”, indica Luís Miranda Rei.
Atualmente, o agrupamento conta com 578 alunos e a direção acredita que a diversificação da oferta e a criação de condições atrativas “são essenciais para manter os jovens no concelho e garantir a sustentabilidade do agrupamento”.




