“Sentimos falta de empenho dos alunos. E cada vez mais, porque consideram que a escola não é um elevador social. Eles não veem a validade de estudar para subir a sua condição socioeconómica”, sublinha a diretora do agrupamento, Josélia Gomes.
A diretora sente que os alunos “têm vindo a desinvestir” no estudo. “Não se sentem motivados para estudar. É o nosso maior problema”. No entanto, a escola aderiu ao projeto TEIP ( Territórios Educativos de Intervenção Prioritária), que tem ajudado a ir ao encontro dos objetivos fixados”.
Josélia Gomes considera ainda que é muito difícil fixar docentes num concelho perto da raia espanhola. “Os professores que estão aqui colocados aproveitam para entrar no quadro e logo que podem querem aproximar-se do seu local de residência. Todos os anos, o trabalho de receber os professores, os novos procedimentos e quando eles estão a conhecer os alunos, vão-se embora. Somos uma escola de passagem”, lamenta, adiantando que são necessárias medidas para fixar professores nas localidades mais periféricas. “Era bom que o Ministério da Educação olhar para estas situações e dar incentivos para manter aqui os docentes”.
Com 196 alunos, número que se vai manter no próximo ano letivo, o Agrupamento Guerra Junqueiro é composto três estabelecimentos, um do pré-escolar, outro de 1º ciclo e a EB 2/3, com 2º e 3º ciclos.
Relativamente às obras há muito ansiadas, a diretora revela que o projeto está aprovado, mas falta o financiamento. “Continuamos à espera. E sem financiamento, não se avança. É uma obra muito importante, uma vez que não temos obras há mais de 20 anos e já temos infiltrações. Era também importante construir o pavilhão gimnodesportivo, já que não temos e os alunos têm de usar o da câmara municipal, que implica a deslocação dos alunos para fora do centro escolar”.





