O presidente do Conselho de Direção da Escola Superior de Saúde Cruz Vermelha Portuguesa – Alto Tâmega, Luís Janeiro, sublinha que este número “varia um pouco ao longo do ano”, sobretudo devido às formações de curta duração, mas destaca a estabilidade do projeto académico.
“Estamos a falar de perto de 370 alunos na licenciatura em Enfermagem e cerca de 30 a 35 no mestrado em Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiátrica. O restante são estudantes em pós- graduações e formações avançadas”, explica.
A escola tem atualmente dois cursos conferentes de grau em funcionamento, a licenciatura em Enfermagem e o mestrado na área da saúde mental. Mas tem uma oferta complementar diversificada, que inclui áreas como gestão em saúde, tratamento de feridas complexas e emergência pré-hospitalar.
Um dos aspetos mais marcantes da instituição é a forte presença internacional. “Cerca de 70% dos nossos alunos da licenciatura são estudantes espanhóis”, refere o diretor, sublinhando a importância da escola no contexto transfronteiriço. “No sistema de saúde galego, nós somos o segundo, e por vezes o terceiro, maior fornecedor de enfermeiros.”
Segundo Luís Janeiro, a maioria destes diplomados regressa à Galiza, onde existe elevada procura por profissionais de enfermagem, embora alguns permaneçam em Portugal. “A empregabilidade é praticamente de 100%. Isso, aliado à qualidade do ensino, faz com que tenhamos mais candidatos do que vagas.”
A reputação da escola, acrescenta, constrói- se sobretudo pela experiência dos próprios alunos: “O nosso maior mecanismo de divulgação é o passa-a-palavra. As pessoas vêm, ficam satisfeitas e recomendam.”
Mais do que a dimensão técnica, o diretor destaca a missão formativa da instituição. “Queremos que os nossos alunos estejam ao nível dos melhores em conhecimentos e competências, mas sobretudo nas atitudes. A técnica é um meio. O fim é formar pessoas para cuidarem de pessoas.”
A proximidade com o terreno é outro pilar essencial. Os estudantes iniciam estágios a partir do segundo ano, em contexto hospitalar e de cuidados de saúde primários, complementados por forte aposta na simulação clínica. “Há procedimentos que têm de estar automatizados. Em contexto de urgência, não há tempo para hesitações.”
Quanto aos desafios futuros, Luís Janeiro é claro “Manter a qualidade e crescer.” A escola prepara-se para alargar a oferta com novas licenciaturas e mestrados, incluindo áreas como imagem médica e radioterapia, saúde comunitária e saúde familiar, e uma futura licenciatura em fisioterapia.
“Precisamos de responder às necessidades do sistema de saúde e às solicitações que nos chegam, não só de Portugal mas também de Espanha”, afirma.
No centro de tudo, permanece a missão da instituição: “Tudo o resto são meios para atingir o fim, queremos formar pessoas para cuidar de pessoas”.




