A estratégia surge numa altura em que a escola regista uma procura crescente e funciona praticamente no limite da sua capacidade.
Uma das novidades já confirmadas para 2026/2027 é a abertura do curso profissional de Técnico(a) de Sistemas Eólicos e Fotovoltaicos. A formação resulta da integração de duas áreas anteriormente separadas e estará diretamente ligada ao novo Centro Tecnológico Especializado de Energias Renováveis, atualmente em fase de instalação.
Segundo a diretora da escola, Rita Mendes, o investimento no novo centro é superior a 1,1 milhões de euros e a execução da obra já ultrapassou os 50%. A previsão é que o espaço esteja totalmente operacional em setembro deste ano.
“É uma área que faz todo o sentido termos na escola, hoje em dia”, afirma a responsável, destacando que já existem protocolos estabelecidos com empresas do setor. “ Temos vários parceiros e acreditamos que será uma área com muita saída profissional.”
A instituição pretende ainda avançar com novas ofertas nas áreas da intervenção social, educação e conteúdos interativos, acompanhando as transformações tecnológicas e as novas exigências do mercado de trabalho. Outra das apostas passa pela abertura do curso de Artes Visuais, uma resposta à crescente procura de alunos interessados nesta área. Até agora, muitos estudantes viam-se obrigados a procurar alternativas fora da escola para prosseguir estudos artísticos.
“Sentimos que estávamos, de certa forma, a limitar uma parte do talento dos nossos alunos”, explica a diretora .
A responsável considera ainda que esta abertura às artes resulta do percurso que a escola tem vindo a desenvolver através do Plano Nacional das Artes e de vários projetos culturais implementados nos últimos anos. “A escola tornou- se mais sensível à dimensão artística e criativa”, refere, apontando exemplos como exposições , intervenções artísticas nos jardins e projetos desenvolvidos pelos alunos.
Com cerca de 1.100 alunos distribuídos por 52 turmas, a Escola Secundária São Pedro enfrenta, atualmente, o desafio de manter a qualidade pedagógica perante o aumento da procura. “ A escola está praticamente na sua capacidade máxima”, admite Rita Mendes.
Ainda assim, garante que o foco continua a ser o bem-estar dos alunos e a qualidade do ensino. “ A quantidade não pode comprometer a qualidade”, afirma Rita Mendes .
Para a diretora, um dos aspetos centrais da escola passa pela forma como é entendida a inclusão. “As escolas são inclusivas, mas inclusão não é apenas acolher os alunos com mais dificuldades ou os alunos da educação especial. Todos os alunos, de acordo com as suas necessidades, têm de encontrar o seu lugar na escola”, defende, explicando que a inclusão deve também “abranger os alunos com talentos específicos, vocações artísticas ou percursos de excelência”.




