É a escola mais antiga do concelho de Chaves e uma exceção ao que era a regra no início do século XX. Em 1903 nasce o Liceu Nacional de Chaves, um dos poucos fora de uma capital de distrito e depois de algumas alterações, muda- se, em 1943, para o Largo General Silveira (Largo das Freiras), onde ainda se mantém. Fica com a designação de Escola Secundária Fernão de Magalhães desde 1978 até 2012, quando é criado o Agrupamento de Escolas.
Rodeado de obras fruto dos fundos europeus no âmbito do PRR, o diretor Mário Carneiro espera que o antigo liceu possa, desta forma, ter “ um futuro”. A requalificação já era precisa há muito e por isso a confusão dentro do edifício é grande, entre alunos, professores, funcionários, trabalhadores da construção civil e muito material.
A escola continua a funcionar e na sua missão de formar. Apesar disso, Mário Carneiro faz questão de mencionar o que considera ser “uma grande injustiça” cometida sobre o seu agrupamento. “A escola mais antiga, de referência de todo o passado que traz consigo, não tem nenhuma escola de primeiro ciclo no meio urbano”, esclarece o diretor. Assim sendo, além da requalificação física do edifício, o docente assinala que conta “ que com a revisão da nova carta educativa, toda essa injustiça seja reposta, porque não faz sentido que os pais do meio urbano tenham que ter os seus filhos em escolas um pouco mais afastados da sua residência”.
Mário Carneiro considera que o agrupamento de escolas “é desejável tanto por alunos, famílias e professores”, resultado de um corpo docente “estável” e de uma “proximidade do ensino, com um acompanhamento com equipas educativas ao longo dos vários ciclos”.
Na oferta educativa do agrupamento de escolas, além do ensino noturno e não- presencial, surgem cursos profissionais. Na ótica do diretor, estes são “ importantes” e pretende o agrupamento “que sejam aquilo que são as necessidades para a região”. Até agora têm tido “cursos de técnico auxiliar de farmácia, de proteção civil, de análise laboratoriais e neste momento a proposta de oferta que temos é a continuidade dos estudos e também a abertura de um técnico de ação educativa”.
Mário Carneiro relembra que muitos dos alunos do ensino profissional prosseguem os estudos para o ensino superior, apesar da “alta taxa de empregabilidade” no final desse ciclo.





