Terça-feira, 6 de Dezembro de 2022
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“Estratégia” e “cooperação”, para evitar um “futuro negro” para o Douro

A crise do sector vinícola e os problemas associados ao turismo, agricultura, comércio, ordenamento do território e gestão urbanística foram alguns dos temas que estiveram em discussão, num fórum onde, mais uma vez, Ricardo Magalhães alertou para a existência de “competição”, entre cidades e vilas do Douro, onde deveria existir “complementaridade”. “A competição é suicida […]

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A crise do sector vinícola e os problemas associados ao turismo, agricultura, comércio, ordenamento do território e gestão urbanística foram alguns dos temas que estiveram em discussão, num fórum onde, mais uma vez, Ricardo Magalhães alertou para a existência de “competição”, entre cidades e vilas do Douro, onde deveria existir “complementaridade”.

“A competição é suicida e, assim, anulam-se uns aos outros. Temos que apurar quando é o domínio da competitividade e o da complementaridade”, defendeu Ricardo Magalhães, Chefe de Projecto da Unidade de Missão do Douro, durante o I Fórum de Ideias “Potenciar as oportunidades” que, organizado pela Associação Comercial e Industrial dos Concelhos de Peso da Régua, Santa Marta de Penaguião e Mesão Frio (ACIR), decorreu, nos dias 25 e 26, no Salão Nobre da Casa do Douro.

No geral, os participantes do encontro traçaram um futuro “negro” para a região duriense que apenas “através da cooperação entre os Municípios e estratégia” poderá alcançar o progresso.

Ricardo Magalhães defendeu que ainda há investimentos a executar. Contudo, sublinhou a necessidade de ser-se “selectivo e criterioso”.

“Não nos podemos dar ao luxo de ter equipamentos que funcionam apenas quatro ou cinco meses num ano”, frisou o mesmo responsável, sublinhando como prioridade a aposta na criação de emprego, para contrariar a desertificação do Douro que tem perdido uma média de duas mil pessoas por ano.

“A região deve concentrar esforços, para gerar emprego e para conquistar o exterior”, explicou o Chefe da Estrutura de Missão.

No que diz respeito às necessidades da região, Ricardo Magalhães considerou que, tendo em conta o investimento já feito, “os resultados deveriam ser outros e melhores”. “Houve muita dispersão do investimento e não houve o tal sentido estratégico”, criticou o responsável, salientando que a região deve, agora, descobrir “como tirar melhor partido do que está feito” e apostar na criação de uma maior oferta turística.

Pedro Brás, Presidente da ACIR, sublinhou que “a actual situação económica do Douro, em especial dos concelhos de Peso da Régua, Santa Marta de Penaguião e Mesão Frio, não é das melhores e, se nada for feito, teremos, a médio prazo, uma região pobre e envelhecida do interior”.

“O vinho é o centro e a base que sustenta toda a nossa economia e, quando este sector atravessa uma crise, toda a região se vai ressentir”, afirmou Nuno Gonçalves, Presidente da Câmara Municipal de Peso da Régua, explicando que “é fundamental encontrar um modelo que equilibre os interesses do sector e que ajude a ultrapassar a crise”.

O autarca defendeu que o Douro não poderá desenvolver-se, sem ter asseguradas melhores acessibilidades, referindo-se, concretamente, ao Itinerário Complementar 26, que “será importante, para fazer o eixo Peso da Régua, Santa Marta de Penaguião e Mesão Frio”, mas sublinhando, também, a necessidade de apostar na linha ferroviária do Douro, tal como no turismo fluvial, considerando que “a ligação a Espanha tem que ser vista como uma prioridade”.

Também Francisco Ribeiro, autarca de Santa Marta de Penaguião, sublinhou o desenvolvimento do sector vinícola como fundamental, para um melhor futuro da região.

“Apesar do empenho e do investimento que se possa fazer, por parte das autarquias, se o sector vitivinícola não der a volta, o desenvolvimento destes concelhos não será possível”, afirmou o edil, salientando, no entanto, a aposta do seu Município no turismo como uma alavanca para o progresso. Uma posição também defendida por Marco Teixeira, Presidente da Câmara Municipal de Mesão Frio que sublinhou que não se pode ignorar a questão do investimento nas infra-estruturas.

“Há projectos grandes que podem vir para a região, mas há, também, infra-estruturas que os investidores nos vão exigir”, alertou o autarca, afirmando que “nesta matéria, é tempo do país pagar a dívida que tem com o interior, depois de anos de menosprezo”.

No segundo dia de debates, Luís Monteiro, da Direcção da ACIR, apresentou a ideia de criar um Parque Industrial “temático” intermunicipal, ligado à Indústria do Vinho. Um projecto inovador que pretende ir de encontro à modernização e desenvolvimento do sector com mais expressão, na economia regional.

Depois de traçar um balanço negativo, relativamente ao comércio e à indústria, na área de jurisdição da ACIR, focando, por exemplo, problemáticas como o esvaziamento populacional, o mesmo responsável defendeu como soluções a reorganização e requalificação dos centros de comércio tradicionais, nomeadamente a recuperação de edifícios, reorganização do tráfego automóvel, zonas de estacionamento e equipamentos de lazer e animação, nas zonas comerciais.

 

MM

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