Depois de ter tido problemas de saúde, durante os últimos anos, faleceu o escritor Camilo de Araújo Correia, filho do igualmente ilustre escritor e cidadão João de Araújo Correia. O seu passamento ocorreu na madrugada de Terça-feira, após ter sido conduzido, com urgência, a um Hospital da cidade do Porto.
Nascido em 28 de Julho de 1925, foi médico, muito estimado, mas também se dedicou às artes, à literatura e ao jornalismo (foi um dos mais conceituados colaboradores do Nosso Jornal).
Camilo de Araújo Correia pertenceu a uma plêiade de homens bons e, tal como seu pai, Torga ou Namora, escreveu páginas imperecíveis de literatura, com base nos grandes momentos humanos que a sua vida de médico testemunhou.
Apesar de ter nascido, episodicamente, na cidade do Porto (freguesia de Ramalde), viveu no Douro, desde os seus três anos de vida. E ao Douro sempre se afeiçoou, quer como profissional de grande qualidade quer como dilecto filho da uma terra que sempre se habituou a apreciar a sua vida e a sua obra.
Herdou de seu pai a condição moral, social, humana, profissional e literária que também o catapultou para um plano elevado de interligação com a região, com os seus problemas e com as pessoas que a habitam, deixando ficar uma obra, por isso, imorredoura, a que acrescentou um fino sentido de humor, também emergente do seu quotidiano.
Publicou diversos livros, com destaque para “Histórias na palma da mão”, “Coimbra minha, memórias académicas”, “Livro de andanças”, “Doentes e outras histórias” e “Histórias em redor da Medicina”.
O Nosso Jornal que também se sente de luto, pela perda do seu colaborador, endereça condolências e a expressão de solidariedade para com os seus familiares.




