O povo de Vilela saiu à rua, anteontem, exigindo o abastecimento regular de água ao domicílio. Uma concentração na aldeia e outra em frente à Câmara Municipal de Sabrosa foram a forma encontrada, pela população, para manifestar o seu descontentamento, pela falta do precioso líquido.
António Santos, um dos habitantes de Vilela, foi uma das vozes do inconformismo: “Há três meses que temos, diariamente, sucessivos cortes, no abastecimento. E a população não foi avisada, pelo Município, deste transtorno. Não sabemos quando cortam a água, nem quando vem”. Por dia, segundo o mesmo habitante, “o fornecimento dura de duas a três horas e há dias em que nem a ligam. Na altura das vindimas, havia dias que não tínhamos água para tomar banho!” – acrescentou.
Ana Rodrigues, de 80 anos, corrobora as críticas do seu conterrâneo: “Às vezes, nem dá para a máquina de lavar funcionar. É uma tristeza não ter, sequer, uma pinga de água, para lavar a cara”.
A concentração popular começou por volta das 8 horas, no lavadouro público, em Vilela, reunindo cerca de meia centena de pessoas. Estas, depois, em caravana automóvel, dirigiram-se para o átrio da Câmara Municipal de Sabrosa. Aqui, o Presidente da autarquia, José Marques, dialogou com os queixosos, explicando-lhes as razões das restrições do abastecimento de água. Reconhecendo a sua falta, sublinhou que o racionamento é a única forma de garantir a sua distribuição pública.
Para o autarca, “a solução definitiva, para debelar a falta de água, na aldeia, está na construção da Barragem de Torre do Pinhão que está em curso”. Ou seja, só em 2008 é que as torneiras dos habitantes de Vilela jorrarão água, em quantidade e qualidade.
Jmcardoso




