“Corredor” acima e abaixo, as uvas vão sendo cortadas da vinha, para já só as brancas. As tintas têm que esperar mais uns dias. Maria de Lurdes anda nisto “desde criança”, porque “saí da escola com 10 anos e o meu trabalho foi sempre na agricultura”. Não esconde que é “um trabalho difícil e duro” e admite que “ninguém quer nada com isto. É difícil encontrar gente para trabalhar”. Mas também os apoios “são poucos”, com Maria de Lurdes a lamentar que “todos os anos tirem ao vinho generoso”, levando a que “os agricultores, a continuar assim, não vão conseguir sobreviver nem levar o Douro para a frente”. E apesar de ser um trabalho bem pago, acredita que “qualquer dia, os agricultores não têm dinheiro para nos pagar, porque não têm apoios e os gastos são mais que os lucros”.
Ali ao lado estava Manuel Borges, que também está nestas andanças há muitos anos. Vive da agricultura e confessa que “isto está muito mau”.
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