Sábado, 6 de Junho de 2026
RegiãoFamília desalojada por incêndio

Família desalojada por incêndio

Um fogo ocorrido domingo, pelas 20h00, em Provezende (Sabrosa) destruiu um palacete e desalojou cinco pessoas. As chamas irromperam violentamente do interior do velho imóvel e num ápice desapareceram os bens e haveres de uma família constituída por cinco pessoas. A Câmara de Sabrosa accionou os meios de apoio social às vítimas deste sinistro.

O alarme foi dado aos bombeiros locais por Maria Fernanda que morava em frente do edifício, na altura, sem nenhum dos seus residentes. “Comecei a sentir um forte cheiro a queimado e quando vim à porta, a casa já estava em labaredas. Fui ao quartel dos bombeiros e accionei a própria sirene até aparecer alguém”, contou. Os voluntários de Provezende e população local acorreram de imediato, mas já nada puderam salvar.

Dada a localização do sinistro e a sua dimensão foram solicitados mais meios de combate ao fogo, comparecendo depois as corporações de Sabrosa, Pinhão e Cruz Verde. No terreno, a coordenação de todos os esforços foi assegurada pelo presidente da Câmara Municipal de Sabrosa, José Manuel Marques, cuja preocupação latente foi o de evitar qualquer dano pessoal e que o incêndio se alastrasse a outras residências.

Do imóvel que ao fim de uma meia hora já parecia um archote, ouviu-se o rebentamento de uma botija de gás, altura em que as chamas ameaçaram outras habitações em redor. Por volta das 23h00, o fogo estava controlado, deixando atrás de si, um rasto de muitos prejuízos e deixando os seus moradores só com a roupa do corpo que traziam vestida. Como foi o caso de Rosa Correia, uma das desalojadas. “Só fiquei com aquilo que trago vestido. Isto foi uma tragédia, espero agora que as instituições me dêem algum apoio”. Amélia Pinto, outras das residentes, tinha estado na casa, pelas 17h00, e garante “não ter deixado nenhum aquecedor ligado”.

Um bombeiro de Provezende queixou-se que a corporação não tem na sua posse as chaves das bocas-de-incêndio. “A empresa que anda a fazer as obras de requalificação deveria ter-nos entregue as chaves para abrir as tampas. Tivemos que utilizar uma chave de canos”, referiu este soldado da paz. Entretanto esta situação já resolvida pelo autarquia que exigiu à empresa a entrega das chaves e avançou com o levantamento da operacionalidade de todas as bocas-de-incêndio do concelho.

As cinco pessoas, entre as quais, duas crianças de 1 e 3 anos, ficaram acolhidas por familiares. Refira-se que um dos desalojados é Ernesto, atleta que representa há vários anos o Sport Clube de Vila Real.

A Câmara Municipal de Sabrosa está “arranjar formas de apoiar as duas famílias”, de modo “a diminuir os prejuízos sofridos com o incêndio”, fazendo accionar todos os meios de apoio social disponíveis.


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