Sábado, 2 de Julho de 2022

Fecho das Urgências do D. Luiz I, revolta populações

A possibilidade de uma grande concentração de protesto pode ser a forma de as populações de Peso da Régua, Mesão Frio e Santa Marta de Penaguião mostrar o seu descontentamento, pela decisão “consolidada”, na Sexta-feira, do Ministro da Saúde, Correia de Campos, em pôr fim ao Serviço de Urgência no Hospital D.Luiz I, no Peso […]

A possibilidade de uma grande concentração de protesto pode ser a forma de as populações de Peso da Régua, Mesão Frio e Santa Marta de Penaguião mostrar o seu descontentamento, pela decisão “consolidada”, na Sexta-feira, do Ministro da Saúde, Correia de Campos, em pôr fim ao Serviço de Urgência no Hospital D.Luiz I, no Peso da Régua. Decisão fundamentada no relatório da Inspecção-Geral de Saúde.

O clima de insatisfação e a revolta assentaram arraiais junto da população, depois do Presidente da Câmara Municipal da Régua, Nuno Gonçalves, ter ouvido, da boca de Correia Campos, que “as Urgências vão mesmo acabar, assim como a rejeição do Serviço Básico de Urgência, proposto pelo autarca duriense, ao titular da Saúde”.

As Câmaras de Peso da Régua, Santa Marta de Penaguião e Mesão Frio, em uníssono e a uma só vontade, “estão contra o fecho dos serviços”. Ontem, junto daqueles que recorrem ao apoio médico da unidade hospitalar, a revolta era patente, como se constata no inconformismo de Manuel Ferreira, residente em Loureiro, um dos utentes do D. Luis I: “Não entendo esta decisão. Da minha aldeia até aqui são cerca de doze quilómetros, mas serão quase quarenta, se formos para Vila Real. Além disso, no Hospital da Régua, passado pouco tempo somos atendidos. Se esta Urgência fechar, teremos de ir para Vila Real e andar lá perdidos, nos corredores, uma ou duas horas, à espera que nos chamem! Isto não se faz ao povo!”.

Outra voz de revolta vem de António Guedes que mora em Ponte de Cavalar – Sedielos: “Fiquei sem uma mão, num acidente de electrocussão. Se não fosse a Urgência da Régua, hoje estava morto. É uma regalia que o povo da região perde! E porque é que o RX só funciona das 14 às 19 horas? Não podia estar sempre operacional?” – interrogou. António Serafim, elemento da Comissão de Utentes do Hospital, considera que “os interesses das populações foram lesados”, pelo que mobiliza a Comissão para a organização da grande manifestação, a favor das urgências do D. Luiz I.

Entretanto, uma reunião que estava marcada para as 15.30 horas, entre os três autarcas, seguida de uma Conferência de Imprensa, na Câmara Municipal de Peso da Régua, foi adiada. Contudo, novos desenvolvimentos são esperados, nos próximos dias.

No mesmo “barco”, e além das Câmaras Municipais e da Comissão de Utentes, está a Liga dos Amigos do Hospital de D. Luiz I que também tem mostrado o seu descontentamento pela decisão ministerial.

 

Jmcardoso

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