“Reformulámos a nossa sede, abrimos a Ordem dos Médicos à sociedade, através de vários eventos, e defendemos os médicos da região, assim como os cuidados de saúde prestados à população”, afirma, confessando que, “tendo em conta que o mandato foi encurtado, sentimos que podíamos ter feito mais e, por isso, avançámos com a candidatura para o quadriénio 2025-2029”.
O objetivo da lista A é “fazer ainda mais” e isso passa por “encetar novas parcerias para aumentar o bem-estar dos médicos, com sessões sobre burnout, inteligência artificial, liderança e, acima de tudo, continuar vigilantes com os cuidados de saúde prestados às pessoas”.
Questionado sobre os desafios da saúde no distrito de Vila Real, Fernando Salvador destaca “a necessidade de disponibilizarmos bons cuidados de saúde para conseguirmos fixar pessoas. Temos alertado a tutela nesse sentido”, defendendo que “precisamos de implementar projetos para que hospitais e centros de saúde fiquem cada vez melhores e, assim, seja possível atrair e fixar pessoas no interior”.
Fernando Salvador, à margem da apresentação da sua lista, defendeu, também, “parcerias com hospitais do litoral, permitir que os médicos em formação sejam discriminados positivamente e se fixem no interior. A ULS de Trás-os-Montes e Alto Douro está bem sedimentada, presta bons cuidados de saúde em medicina geral e familiar, mas é preciso mais, desde logo rejuvenescer o quadro médico”.
Sobre a criação da Unidade Local de Saúde (ULS) do Alto Tâmega e Barroso, o candidato diz ser defensor “da região e do hospital de Chaves”, referindo que “fruto do reforço atual do serviço hospitalar, estão afetos ao hospital de Chaves 30 médicos, o que demonstra a dificuldade de criar uma ULS”.
Embora não seja contra a criação da mesma, explica que “estaríamos perante a mais pequena ULS do país e o financiamento das ULS é feito per capita. Em termos de sustentabilidade, neste momento, tenho as minhas dúvidas quanto à sua criação”, admitindo que, agora, “o mais importante é dar ao hospital de Chaves mais valências e consultas de especialidade descentralizadas”.
Já sobre o curso de medicina na UTAD, que tarda em ser aprovado, Fernando Salvador mostra-se favorável com o mesmo. “Em Portugal não há falta de médicos, mas sim uma fraca distribuição dos mesmos. Há muitos médicos no litoral e precisamos de os atrair para o interior. Uma das formas de o fazer é com o curso de medicina”.
Com as legislativas à porta, e tendo em conta que a ministra da saúde é cabeça de lista da AD – PSD/CDS pelo círculo de Vila Real, Fernando Salvador recorda que “o SNS foi uma das conquistas do 25 de Abril. Aquilo a que assistimos é que, dentro do mesmo espectro político, há sempre medidas diferentes, que variam de ministro para ministro, o que não é bom para os profissionais de saúde. É preciso pensar na saúde a longo prazo e tem de ser um tema de campanha de todos os partidos”.
As eleições da Ordem dos Médicos acontecem em maio, com Carlos Cortes, atual bastonário, a liderar a única lista a sufrágio. Já na sub-região de Vila Real há duas listas a votação. Fernando Salvador lidera a lista A e Inês Pinho a lista C.



