Quarta-feira, 17 de Agosto de 2022

Festival “O Cantaréu” mostrou que o folclore “está vivo”

Com o tema “As Crianças”, a Praça Nossa Senhora da Conceição encheu-se de gente para assistir ao festival “O Cantaréu”, onde marcaram presença o grupo anfitrião, O Cantaréu, o Rancho Folclórico de Verdelho (Ribatejo), o Grupo Folclórico e Etnográfico Ganja do Ulmeiro (Mondego), o Grupo Folclórico As Varinas de Ovar (Beira Litoral Vareira), o Rancho Folclórico S. Martinho (Entre Douro e Minho) e o Rancho da Senhora da Piedade de Melres (Douro Litoral).

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Com uma organização exemplar, os grupos foram subindo a palco para mostrar as suas músicas e danças, que “encantaram” o público, que não arredou pé até ao final, numa noite quente de verão.

Cristina Proença, diretora técnica do Cantaréu, revelou que as associações culturais atravessaram “momentos complicados”, no entanto, conseguiram manter-se sempre unidas. “Felizmente, não houve nenhum elemento que tenha saído do grupo, quando sei que outros ficaram bastantes desfalcados e ainda não puderam retomar as atividades. Nós até conseguimos trazer elementos novos, o que foi uma alegria grande”, confessa, adiantando que o grupo tem cerca de 40 elementos.

“Em quase 30 anos de grupo etnográfico, já trouxemos grupos de mais 40 países diferentes”
CRISTINA PROENÇA
Dir. Técnica Cantaréu

Acrescentou ainda que “há muitos jovens” a querer aprender estas danças tradicionais. “Os mais novos até nos surpreendem, porque se mostram muito interessados e colaboram tanto na parte organizativa, como nos ensaios, em que não falham um. Esta adesão traz renovação, o que é muito positivo”, afirmou.

Para a mesma responsável, este festival “é já uma referência, com um público muito fiel”. “Ao longo do tempo, fomos captando as pessoas. Este ano só trouxemos grupos nacionais, com um folclore muito genuíno, mas as pessoas também gostam de ver os estrangeiros”. Mesmo assim, “em quase 30 anos de grupo etnográfico, já trouxemos grupos de mais 40 países diferentes. Este ano não foi possível, mas acreditamos que para o ano poderemos fazer um formato internacional”.

“Gosto muito deste tipo de danças. Fui eu que decidi juntar-me ao grupo”
FRANCISCA REBELO
9 anos

O Cantaréu tem um espaço novo na freguesia de Lordelo e quem quiser pode juntar-se ao grupo.

Uma da mais jovens do grupo é Francisca Rebelo, de 9 anos, que se vestiu a rigor e não falhou uma dança. “Gosto muito deste tipo de danças. Fui eu que decidi juntar-me ao grupo e a minha mãe também me incentivou”, contou à VTM, confessando que “não é difícil de aprender, quando se tem a ajuda do nosso par”, neste caso o Rodrigo, que a ensina.

 

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