Sábado, 4 de Dezembro de 2021

Fim dos CDOS é “machadada” na Proteção Civil

O presidente da Câmara de Boticas considerou hoje mais “uma machadada” na coordenação da Proteção Civil a reorganização que vai criar os comandos sub-regionais e põe fim aos atuais comandos distritais de operações e socorro (CDOS).

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“É uma machadada na Proteção Civil, na coordenação da Proteção Civil, porque os CDOS estavam entrosados e com conhecimento de causa”, afirmou à agência Lusa Fernando Queiroga, que é também vice-presidente da Federação dos Bombeiros do Distrito de Vila Real.

Este distrito vai ficar dividido em três comandos sub-regionais, o Alto Tâmega com seis concelhos, Mondim de Basto vai para o Alto Ave e os restantes sete juntam-se na sub-região do Douro que irá agregar um total de 19 municípios (dos distritos de Vila Real, Viseu, Guarda e Bragança).

A nova lei orgânica da ANEPC entrou em vigor em abril de 2019, tendo ficado decidido que a nova estrutura regional e sub-regional entrava em funcionamento de forma faseada.

Os comandos regionais já foram nomeados, faltando a criação dos 23 comandos sub-regionais de emergência e proteção civil em vez dos atuais CDOS, o que está previsto na proposta do Orçamento do Estado para 2022 e deverá acontecer no início do próximo ano.

“Havia já esta proximidade e afinidade em termos distritais, onde as corporações se ajudavam umas às outras. Como é que depois para uma ocorrência em Mesão Frio se vai pedir a Freixo de Espada à Cinta? Não há afinidade, não há entendimento”, salientou, referindo-se a concelhos que irão integrar o comando sub-regional do Douro.

O autarca tem dúvidas sobre a operacionalidade destes comandos sub-regionais e criticou “o acréscimo de burocracia” em que, numa ocorrência em que seja preciso um reforço de meios, o comando sub-regional tem de pedir ao comando regional para este decidir.

“É uma péssima decisão do Governo”, frisou.

Fernando Queiroga considerou que o sistema, tal como está no distrito de Vila Real, está a funcionar “muito bem”, e aproveitou para enaltecer o trabalho que tem sido desempenhado pelos comandantes operacionais distritais (CODIS), Álvaro Ribeiro e Manuel Borges Machado, que pediram a exoneração do cargo e cessam funções no final do mês.

“Estavam sempre disponíveis, sempre prontos e tinham conhecimento de causa, e agora vamos perder isto tudo”, referiu.

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