Quinta-feira, 7 de Julho de 2022

Força maior no sector da Saúde

A nível nacional, a greve geral marcada para ontem teve reflexos em várias áreas, com a paralisação de instituições quer do sector público quer do privado. Até à hora de fecho desta edição, não foi possível contabilizar os valores, nos vários sectores do distrito de Vila Real, sendo de sublinhar, para já, a forte adesão […]

A nível nacional, a greve geral marcada para ontem teve reflexos em várias áreas, com a paralisação de instituições quer do sector público quer do privado. Até à hora de fecho desta edição, não foi possível contabilizar os valores, nos vários sectores do distrito de Vila Real, sendo de sublinhar, para já, a forte adesão dos enfermeiros.

Os Centros de Saúde número dois de Chaves e Vila Real contaram com uma adesão de 100 por cento, durante o período da manhã de ontem, contabilizou, ao Nosso Jornal, fonte do Sindicato de Enfermeiros Portugueses (SEP).

Segundo Rosa Figueiredo, Dirigente Sindical do SEP, no Hospital de São Pedro, em Vila Real, a adesão durante o turno da noite foi de 62 por cento, um valor que reduziu para os 42 por cento, durante a manhã.

“Esta foi uma adesão bastante significativa, tendo em conta que a maior parte dos enfermeiros do hospital são contratados e, por estarem numa situação de emprego instável, optam por não aderir à greve” – explicou a mesma a dirigente sindical, contabilizando, ainda, que, no Centro de Saúde número 2, a adesão dos profissionais de enfermagem atingiu os 100 por cento, embora, no Centro de Saúde número 1 esse valor se tenha cifrado abaixo dos 50 por cento.

Em Chaves, os números foram, igualmente, representativos, como explicou o enfermeiro João Luís Pereira, também Dirigente Sindical do SEP, que revelou que, no Hospital local, 60,5 por cento dos enfermeiros não trabalharam.

“Houve, mesmo, a necessidade de adiar algumas cirurgias”, testemunhou o mesmo responsável revelando que, à semelhança de Vila Real, no Centro de Saúde número 2 de Chaves a adesão atingiu os 100 por cento, pouco mais que o Centro de Saúde número um, onde a paralisação atingiu os 80 por cento.

Relativamente à classe docente, Carlos Taveira, do Sindicato de Professores do Norte sublinhou que a adesão não foi grande, devido a vários factores.

“Estamos próximos do encerramento do ano lectivo e dos exames nacionais e os professores estão preocupados com os alunos”, sublinhou o Dirigente Sindical, adiantando que, apesar de não ter ainda números em concreto, as taxas de adesão foram, em muito, inferiores à última greve dos professores, realizada em Outubro.

O Nosso Jornal tentou ter acesso aos dados da greve, junto da União dos Sindicatos de Vila Real e do Sindicato de Trabalhadores da Função Pública, o que, até a hora de fecho desta edição, não foi possível.

Em declarações a vários órgãos de comunicação nacional, Carvalho da Silva, Secretário-Geral da CGTP, mostrou-se satisfeito com os níveis de adesão que oscilaram entre os 16,67 e os 100 por cento, com especial incidência nos sectores de recolha do lixo, hospitais e transportes.

 

Maria Meireles

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