Segunda-feira, 29 de Novembro de 2021
© Mariana Ribeiro

Frio atrasa aparecimento de cogumelos silvestres

O tempo frio e seco que se faz sentir durante a noite no Nordeste Transmontano tem atrasado o aparecimento de cogumelos silvestres, muito apreciados na gastronomia local, o que deixa os apreciadores "dececionados"

-PUB-

Segundo Manuel Moredo, presidente da Associação Micológica A Pantorra, em Mogadouro, no distrito de Bragança, “as baixas temperaturas que se fazem sentir durante a noite estão a condicionar o aparecimento dos cogumelos”. Porém, com os dias soalheiros, “vão aparecendo espécies comestíveis, como boletos ou sanchas, debaixo das folhas secas das árvores”, indicou o especialista, em declarações à Lusa.

O micólogo avançou que houve uma primeira fase, em fins de setembro até meados de outubro, em que apareceram “algumas quantidades” das várias espécies de cogumelos. Contudo, devido ao tempo seco, não houve humidade suficiente para o desenvolvimento destes fungos silvestres.

A chuva que foi caindo há duas semanas ainda criou alguma expectativa, mas o frio e a falta de humidade estão a deixar os apanhadores apreensivos, já que os cogumelos são uma fonte de rendimento para algumas famílias que os comercializam junto da restauração ou os vendem para Espanha, onde são muito apreciados.

Apesar destas “adversidades climatéricas”, não desistem de procurar frades, setas dos pinhos, setas de cardo, boletos, repolgas ou míscaros, que são, nesta altura do ano, dos fungos mais procurados na região do Interior Norte e Centro.

A quantidade de cogumelos para apanha diminuiu face a igual período do ano passado devido às baixas temperaturas registadas. Em 2020, por esta altura, verificaram-se temperaturas noturnas mais elevadas e mais humidade.

-PUB-

APOIE O NOSSO TRABALHO. APOIE O JORNALISMO DE PROXIMIDADE.

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo regional e de proximidade. O acesso à maioria das notícias da VTM (ainda) é livre, mas não é gratuito, o jornalismo custa dinheiro e exige investimento. Esta contribuição é uma forma de apoiar de forma direta A Voz de Trás-os-Montes e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente e de proximidade, mas não só. É continuar a informar apesar de todas as contingências do confinamento, sem termos parado um único dia.

Contribua com um donativo!

Mais lidas

A Imprensa livre é um dos pilares da democracia

Nota da Administração do Jornal A Voz de Trás-os-Montes

Subscreva a newsletter

Para estar atualizado(a) com as notícias mais relevantes da região.