“Entraram da mesma maneira, abrindo a porta, sem entroncar a fechadura”, revelou, revoltado, Manuel Veloso, proprietário da frutaria/mercearia “Dia-a-dia” que, neste fim-de-semana, foi assaltada, duas vezes.
Segundo o proprietário, os larápios entraram, pela primeira vez, no estabelecimento comercial, na madrugada do dia 10, altura em que roubaram pacotes de batatas fritas e bolachas, entre outros produtos, e, ainda, 300 euros, em dinheiro.
Dois dias depois, mais exactamente na madrugada do dia 13, o revés voltou a bater à porta de Manuel Veloso, com o seu estabelecimento comercial a ser novamente alvo dos larápios que, desta feita, para além de “guloseimas”, ainda roubaram vários quilos de frutas.
“Perdi dois mil euros, 400 contos!” – sublinhou, indignado, o comerciante que, há cerca de três anos, mantém a sua loja no Bairro do Pinheirinho, na Estrada Nacional 15. Explicando que, apesar de esta ser a primeira vez que é roubado, Manuel Veloso evoca outros assaltos que têm assolado aquela vila transmontana.
“Não ponho em causa o patrulhamento da Guarda Nacional Republicana (GNR), mas parece-me que os seus elementos são poucos, para garantir a segurança da vila”, considerou o comerciante, adiantando que, se nada for feito, a população vai ter que tomar medidas, como “improvisar um quartinho, na loja”.
Contactada, pelo Nosso Jornal, fonte da GNR de Murça confirmou que “foi dado conhecimento”, àquele posto, do assalto ocorrido à mercearia “Dia-a-dia”, no dia 10, não havendo informações relativas à ocorrência da madrugada de Terça-feira.
Confrontada com o alerta do proprietário sobre a vaga de assaltos na vila, a mesma fonte desdramatizou a questão, sem, no entanto, adiantar dados.
Contactámos, ainda, a GNR de Vila Real com o intuito de saber mais dados sobre os assaltos, no concelho de Murça, informações que não foram fornecidas, ao Nosso Jornal, em tempo útil.
MM





