Em declarações à LUSA, Emídio Sousa garantiu que o Governo está a acompanhar a situação desde o início dos incêndios em França e Espanha. O governante referiu que não houve pedidos de ajuda até ao momento, mas confirmou que existem muitos portugueses afetados.
O secretário de Estado falou aos jornalistas na fronteira de Vilar Formoso, no concelho de Almeida, durante uma ação de sensibilização promovida pela associação Cap Magellan. “Estamos em contacto com os nossos serviços consulares no terreno e sabemos que há muitos portugueses que perderam as suas casas, as suas habitações, os negócios”, disse.
Emídio Sousa elogiou a resposta das autoridades francesas, afirmando que “a evacuação resultou” e que não há registo de feridos ou mortos entre os cidadãos portugueses. O governante destacou ainda que o seguro é obrigatório em França, o que poderá facilitar o ressarcimento das perdas.
“Umas perderam a casa, é terrível, mas como o seguro em França é obrigatório, elas vão ser naturalmente ressarcidas dos prejuízos”, explicou. Ele acrescentou que existe uma burocracia junto das seguradoras para garantir esse retorno das perdas.
O secretário de Estado sublinhou a proximidade geográfica entre Bordéus e Portugal, afirmando que “Bordéus está a poucas horas de Portugal, de carro”. Assim sendo, as pessoas têm uma ligação permanente à sua terra natal e podem regressar sem necessidade de abandonar tudo devido aos incêndios.
Emídio Sousa também comentou sobre a forma como o Governo pode ajudar os afetados. Ele afirmou que “uma ajuda financeira não faz sentido”, dado que os seguros em França irão indemnizar os cidadãos afetados conforme necessário.



