“Trata-se de um troço de linha férrea importante para este território, quer do ponto de vista turístico, cultural e ambiental quer pela possibilidade de haver ligações com Espanha, que possam potenciar o comércio fronteiriço”, disse, à Lusa, a secretária de Estado da Valorização do Interior, Isabel Ferreira.
Na sexta-feira foi constituído um grupo de trabalho que vai analisar a possibilidade da reabertura do troço da Linha do Douro entre o Pocinho (Vila Nova de Foz Côa) e Barca d’ Alva (Figueira de Castelo Rodrigo), que junta várias entidades, entre as quais a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), a Infraestruturas de Portugal e a Comissão Intermunicipal (CIM) do Douro.
O objetivo passa por analisar o modelo que melhor servirá um projeto de uma linha de caminho-de-ferro importante para o território.
A secretária de Estado da Valorização do Interior garante que as pessoas reconhecem a importância deste troço ferroviário.
Para a governante, é preciso explorar o potencial turístico que este troço da Linha do Douro tem nas suas mais diversas vertentes, não só ponto vista sustentável, mas também socioeconómico.
A ferrovia foi ainda apontada como uma prioridade no plano estratégico da CIM do Douro, que agrega 19 municípios.
A Linha do Douro desenvolve-se ao longo de 191 quilómetros, de Ermesinde (Porto) a Barca d´Alva (Guarda). O encerramento da ligação internacional ocorreu em 1985 e o lanço entre Pocinho e Barca d´Alva encerrou em 1988. A eletrificação está concretizada até Marco de Canaveses (Porto).
De salientar que o Museu do Douro reuniu 13.999 assinaturas em defesa da requalificação e reabertura da Linha do Douro (Ermesinde – Barca d’Alva) e subsequente ligação a Salamanca (Espanha).

