Quinta-feira, 7 de Julho de 2022

Habitantes de Vreia de Bornes ajudam pessoa carenciada

Adriano Lopes, de 50 anos, solteiro, é um autêntico “filho de um deus menor”, mas que a vontade do povo da aldeia de Vreia de Bornes e o sentido solidário de alguns emigrantes do Luxemburgo fizeram inverter a rota de “miséria”. O lagar onde vive, há dois meses, é o poiso temporário “melhorado” deste homem. […]

Adriano Lopes, de 50 anos, solteiro, é um autêntico “filho de um deus menor”, mas que a vontade do povo da aldeia de Vreia de Bornes e o sentido solidário de alguns emigrantes do Luxemburgo fizeram inverter a rota de “miséria”.

O lagar onde vive, há dois meses, é o poiso temporário “melhorado” deste homem. A sua “casa”, uma autêntica catacumba, em granito, está a ser arranjada, graças a um peditório, levado a efeito por alguns amigos.

João Ribeiro Silva, emigrante no Luxemburgo, está a coordenar o peditório e referiu como foi iniciada esta onda de solidariedade: “Um dia, encontrei-o deitado no chão, com dois dentes partidos e no meio de uma poça de sangue. Tocou-me muito esta situação. Então, pensei em ajudar este homem que vivia em condições desumanas. Partimos para um peditório, no sentido de arranjar fundos, para melhorar a sua casa que de casa só tinha o nome!. Mesmo onde vive, agora, é um remedeio, não é o sítio ideal, mas foi o que se pôde arranjar” – acrescentou.

O valor das dádivas ascende, para já, a mais de dois mil euros. “Mas ainda não chega” – referiu João Silva, acrescentando que uma grande parte das ofertas monetárias derivou de emigrantes do Luxemburgo.

O próprio Presidente da Junta de Freguesia, Armando Geraldo, fez instalar, gratuitamente, a parte eléctrica da futura habitação deste homem carenciado.

Na história da sua vida, Adriano Lopes citou a escravidão de que foi vítima, em Espanha.

“Fui para a vindima, na zona de Logrones, vivi quatro anos como um escravo, numa quinta. Prometeram-me que ia ganhar muito, mas, afinal, era só trabalho, não se ganhava nada e não podíamos sair” – confessou, para acrescentar: “Consegui fugir, de madrugada, num camião carregado de mobiliário” – sublinhou. Mesmo assim, “ no ano passado, ainda vieram cá, outra vez, para me levar, mas já não fui na cantiga!”.

De sublinhar que algumas empresas cederam materiais de construção, para o arranjo da casa de Adriano Lopes.

 

Jmcardoso

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