Marília Matos, hoje com 90 anos e então professora no antigo liceu, recorda esse dia como um momento inesperado. “Fui trabalhar como era normal e uma colega disse-me que não tinha havido noticiário. Não liguei, porque os noticiários que havia não diziam nada de relevante”, contou. Só mais tarde, já na escola, começaram a circular rumores. “Um colega disse que tinha acontecido qualquer coisa em Lisboa, talvez uma revolução, mas ninguém acreditou muito. Só quando o reitor apareceu a dizer que a escola ia fechar é que percebemos que algo se passava, mas sem saber exatamente o quê”.
A confirmação chegaria apenas ao final do dia, através da televisão, numa altura em que muitos ainda temiam o rumo dos acontecimentos. “Havia quem pensa sse que podia ser uma revolução mais à direita. Ficámos todos na expectativa”, recorda.
Artigo exclusivo PREMIUM

Tenha acesso ilimitado a todos os conteúdos do site e à edição semanal em formato digital.
Se já é PREMIUM,
Aceda à sua conta em Entrar





You must be logged in to post a comment.